Polícia foi duas vezes a casa onde garotas sequestradas viviam nos EUA

Do UOL, em São Paulo

A polícia esteve por duas vezes na casa onde três mulheres permaneceram em cativeiro por dez anos, em Cleveland, no Estado americano de Ohio. As mulheres foram resgatadas nesta segunda-feira (6), e um motorista de ônibus escolar e seus dois irmãos, com idades entre 50 e 54 anos foram presos suspeitos de manter o cativeiro.

Polícia divulga áudio de ligação de sequestrada após fuga

Segundo Martin Flask, diretor do Núcleo de Segurança de Cleveland, a polícia foi a casa em 2000 e 2004 para interrogar Ariel Castro, 52, um dos homens identificados e dono do imóvel que servia de cativeiro.

Em março de 2000, ele teve de responder a polícia por uma briga de rua. E, em 2004, teve novamente que receber policiais depois de ter se esquecido de uma criança no ônibus escolar que dirigia. Mas a investigação concluiu que não houve intenção criminal.

Nenhuma dessas visitas por parte das autoridades resultou em prisão, nem houve qualquer indício de atitudes suspeitas.

Sequestrada consegue ligar para polícia

Em entrevista coletiva nesta terça, a polícia e os investigadores disseram que estão começando a desvendar lentamente os acontecimentos que levaram à fuga das mulheres depois de uma delas, Amanda Berry, arrombar a portar da frente da casa de Seymour Avenue e sair.

"Me ajuda! Sou Amanda Berry... Fui sequestrada e estou desaparecida há dez anos. E estou aqui, estou livre agora", disse Berry, de 26 anos, em telefonema ao serviço de emergência dos EUA. A gravação foi liberada pela polícia e divulgada na internet.

Berry havia sido vista pela última vez deixando seu emprego em uma lanchonete, na véspera de completar 17 anos, em abril de 2003. As duas mulheres encontradas com ela foram identificadas pelas autoridades como Gina de Jesus, de 23 anos, que desapareceu no trajeto da escola para casa, em 2004, aos 14 anos, e Michelle Knight, que tinha 18 ou 19 anos ao desaparecer em 2002.

Gerald Maloney, um médico que atendeu as três mulheres, afirmou que elas estão bem, mas continuam sendo examinadas. "Este não é o final que normalmente escutamos neste tipo de história. E estamos muito felizes por elas", disse ele aos jornalistas.

O prefeito de Cleveland, Frank Jackson, ficou "agradecido pelo fato de estas três jovens estarem com vida". "Temos muitas perguntas sem resposta sobre este caso, e a investigação continua", afirmou ele em um comunicado.

O agente do FBI -- polícia federal dos EUA --Stephen Anthony disse nesta terça-feira (7) que o "pesadelo acabou".

"Tenha certeza de que o FBI vai trazer todos os recursos para trazer o peso da justiça para os responsáveis por este caso horrível", disse ele. "Para a família de Amanda, de Gina, de Michelle, as orações foram finalmente respondidas. O pesadelo finalmente acabou ... A cura pode finalmente começar.", disse.

O cativeiro fica próximo dos lugares onde as moças foram vistas pela última vez, e a polícia acredita que elas passaram o tempo todo dentro da casa. As circunstâncias dos aparentes sequestros e cativeiros continuam obscuras.

Vizinho conta como encontrou desaparecidas nos EUA

Durante a ligação para o serviço de emergência, Berry citou o nome do suposto sequestrador, disse que ele havia saído de casa e pediu à polícia que aparecesse logo, antes que o homem voltasse. Ela deu a entender que sabia da repercussão na mídia que seu desaparecimento teve anos atrás.

O vizinho que a ajudou, Charles Ramsey, disse que auxiliou Berry a arrombar a porta e que ela saiu da casa com "uma menininha". As autoridades, porém, não deram informações sobre a criança.

Tampouco há informações sobre uma quarta menina desaparecida, Ashley Summers, que sumiu no mesmo bairro em julho de 2007, aos 14 anos, num caso investigado por suas possíveis ligações com os de Berry e De Jesus, segundo o site do Projeto Charley, que documenta mais de 9.000 casos de pessoas desaparecidas.

Suspeito seria 'amigável'

Charliez Czorb, vizinha do suposto sequestrador, se disse surpresa com o tempo que as três jovens passaram no cativeiro sem que ninguém percebesse. "Estavam no nosso quintal. Estas meninas estavam presas em nosso quintal".

Ariel Castro foi descrito pelos vizinhos como um amigável motorista de ônibus e músico. Também afirmaram que geralmente deixavam as filhas brincar com seus netos.

O agente do FBI -- polícia federal dos EUA --Stephen Anthony disse nesta terça-feira (7) que o "pesadelo acabou".

"Tenha certeza de que o FBI vai trazer todos os recursos para trazer o peso da justiça para os responsáveis por este caso horrível", disse ele. "Para a família de Amanda, de Gina, de Michelle, as orações foram finalmente respondidas. O pesadelo finalmente acabou ... A cura pode finalmente começar.", disse. (Com Agências Internacionais)

Notícias relacionadas

 

Shopping UOL

UOL Cursos Online

Todos os cursos