Avião que sumiu mudou de curso bruscamente e pode ter caído, segundo imprensa dos EUA

Do UOL, em São Paulo

A rede de TV norte-americana "CNN" e o jornal "Wall Street Journal" publicaram nesta sexta-feira (14) novas informações sobre o sumiço do voo 370 da Malaysia Airlines, desde a última sexta-feira (7), com 239 pessoas a bordo. De acordo com a emissora, uma análise confidencial de dados eletrônicos e de satélites sugere que o voo caiu na baía de Bengala ou em algum lugar no oceano Índico.

A análise foi conduzida pelos governos dos EUA e da Malásia e usou informações de radares e de satélites para identificar que o avião saiu de sua rota original em sentido ao Ocidente, pela península malaia, e então voou sentido noroeste na direção da baía de Bengala ou a sudeste no oceano Índico.

De acordo com um oficial dos EUA ouvido pela "CNN", que estaria "familiarizado" com as investigações, a aeronave fez várias mudanças significativas de altitude e alterou seu curso mais de uma vez após perder contato com as torres de controle.

Em condição de anonimato, a fonte disse que o avião estava fazendo um "caminho estranho".

Um radar militar da Malásia mostrou o avião subindo a 45 mil pés logo depois de sumir das telas dos radares civis e depois descendo para 23 mil pés, antes de subir novamente, informou a fonte.

O "WSJ" divulgou que, segundo oficiais de aviação, a investigação sobre o desaparecimento aumentou seu foco em sabotagem, entre fortes indícios de que uma ou mais pessoas dentro da aeronave mudaram seu curso deliberadamente e tentaram mascarar sua localização.

De acordo com o jornal, oficiais que conhecem detalhes da investigação suspeitam que dois sistemas diferentes foram desligados após o voo decolar, um logo em seguida ao outro. Com cerca de uma hora de voo, os transponders pararam de funcionar, tornando mais difícil para o controle aéreo rastrear o avião ou identificá-lo no radar. Nos minutos seguintes, um segundo sistema enviou uma mensagem a um satélite indicando que alguém havia feito uma alteração manual no direcionamento do avião, desviando bruscamente para o oeste.

Esta mudança não estaria prevista no programa de rota original, programado no computador de bordo que controla o piloto automático. Suspeita-se que mensagens desse tipo, de monitoramento, foram desligadas pouco depois.

"Cada vez mais, isso parece estar indo para a arena criminal", disse ao "WSJ" Richard Healing, ex-membro do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA. As últimas revelações sobre a investigação, ele afirmou, "indicam que a ênfase está em determinar se um sequestrador ou integrante da tripulação desviou o avião de seu curso". 

Apesar dos esforços de esconder a localização do Boeing 777, o avião continou emitindo sua localização de hora em hora, por mais cinco horas, por meio de um sistema de comunicação via satélite, segundo várias pessoas que sabem de detalhes da investigação. A última dessas transmissões teria sido feita do alto do Oceano Índico, de acordo com a reportagem do jornal. 

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