Buscas por avião desaparecido são reiniciadas no sul do oceano Índico

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Munoz/Reuters

    John Young, porta-voz da Marinha australiana, concede coletiva de imprensa em Canberra, sobre as buscas ao voo 370 da Malaysia Airlines

    John Young, porta-voz da Marinha australiana, concede coletiva de imprensa em Canberra, sobre as buscas ao voo 370 da Malaysia Airlines

Apesar de todo o efetivo montado e horas de trabalho de buscas pelo voo MH 370, da Malaysia Airlines, desaparecido há quase 15 dias quando voava de Kuala Lumpur (Malásia) para Pequim (China), autoridades informaram nesta sexta-feira (21) que nenhuma pista do paradeiro do avião foi descoberta. Duzentas e trinta e nove pessoas estavam a bordo.

Um primeiro avião Orion partiu durante a manhã (no horário local) e outras duas aeronaves, que estão a ponto de partir, o seguirão em uma viagem de quatro horas até o local onde foram localizados os possíveis destroços da aeronave.

A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (Amsa, sigla em inglês), que lidera as buscas no sul do oceano Índico, explicou que um total de cinco aviões participam da missão, entre eles um Poseidon P8 de reconhecimento da Marinha americana.

Mas, "até o momento, não fomos informados por nenhuma observação", informou a Amsa.

Um cargueiro usou holofotes para fazer buscas no sul do oceano Índico nas primeiras horas desta sexta-feira (21) --no horário local--, ainda à procura de objetos detectados em imagens de satélite que podem ser do avião da Malaysia Airlines desaparecido desde o dia 8 de março. Quatro aviões militares haviam feito buscas na área nesta quinta-feira (20) sem sucesso, disseram autoridades australianas.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, anunciou nesta quinta-feira (20) que satélites detectaram objetos "possivelmente relacionados" com o voo MH370 da Malaysia Airlines. Uma força-tarefa foi montada para buscar os supostos destroços. No que autoridades qualificaram de "a melhor pista" para esclarecer o mistério de quase duas semanas sobre o paradeiro do avião, um satélite detectou dois objetos boiando a cerca de mil milhas da costa da Austrália, na metade do caminho até ilhas desertas da Antártica. 

Um dos objetos na imagem de satélite teria 24 metros de comprimento e o outro, 5 metros. Podem existir outros objetos na área, que é alcançada em um voo de quatro horas partindo do sudoeste da Austrália, disse John Young, gerente da divisão de resposta a emergências da Autoridade de Segurança Marítima da Austrália.

"Isso é uma pista, provavelmente a melhor pista que temos agora", disse Young. Ele advertiu, entretanto, que os objetos podem ser destroços marítimos, pois o local fica em uma rota de navegação, onde contêineres podem cair de navios de carga.

O navio de carga norueguês Hoegh St. Petersburg, com uma tripulação filipina de 20 pessoas, chegou à área e usou holofotes para procurar destroços. Segundo Ingar Skiaker, porta-voz da Hoegh Autoliners, a embarcação continuará participando das buscas ao longo da sexta-feira.

O navio norueguês, que transporta carros, estava a caminho da Austrália vindo da África do Sul, segundo ele. A Autoridade de Segurança Marítima da Austrália disse que outro navio comercial e um navio da Marinha australiana também estavam em rota para se juntar às buscas no local. (Com agências internacionais e Estadão Conteúdo)

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