Famílias querem ver destroços do avião, diz presidente da Malaysia Airlines

Do UOL, em São Paulo

  • Jason Reed/Reuters

    As buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines foram retomadas e abrangem uma área equivalente ao tamanho da Polônia

    As buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines foram retomadas e abrangem uma área equivalente ao tamanho da Polônia

O presidente da Malaysia Airlines, Jauhari Yahya, afirmou nesta sexta-feira (28) que as famílias dos passageiros do voo MH370, desaparecido no dia 8 de março, precisam ver evidências físicas de que o avião caiu no Oceano Índico para que possam ficar em paz. A área de busca foi movida mais de 1.850 km a nordeste da localização anterior, abrangendo 319.000 km quadrados –uma área equivalente em tamanho à Polônia. A expectativa é que destroços registrados por imagens de satélites possam ser recuperados para iniciar as investigações sobre as razões para a queda do avião.

Nesta sexta-feira, dez aeronaves e seis navios participam da busca ao Boeing 777-200 da Malaysia Airlines. A expectativa é que as condições climáticas sejam bem mais favoráveis do que nos últimos dias, quando a operação teve de ser suspensa devido a ventos fortes, chuva e ondas altas. Os esforços multinacionais de busca continuam sendo liderados pela Austrália.

O ministro interino dos Transportes da Malásia, Hishamumuddin Hussein, afirmou que a preocupação maior é tentar encontrar os destroços avistados pelos satélites para identificar se realmente pertencem ao voo MH370. Ele disse ainda que toda a tecnologia disponível será usada para encontrar a caixa preta do avião. As caixas-pretas têm baterias para 30 dias, mas Hishamudin prometeu que a busca continuará além desse prazo, se necessário.

O governo americano enviou uma máquina que detecta caixas-pretas.

O governo da Malásia recebeu imagens de satélite fornecidas pelo Japão e pela Tailândia nesta quinta-feira. Um satélite japonês detectou uma dezena de objetos flutuantes a cerca de 2,5 mil quilômetros ao sudoeste do litoral australiano. As imagens captadas pelo satélite japonês e analisadas pelo centro de inteligência do país mostram objetos de até oito metros de comprimento e quatro metros de largura.

Anteriormente, Tailândia e França anunciaram que seus satélites encontraram 300 e 122 objetos flutuantes, respectivamente, todos ao sudoeste de Perth.

As informações estão sendo reunidas e processadas para orientar a busca. "É um processo contínuo de refinamento de informação", afirmou o ministro Hishamumuddin Hussein.

Ao ser questionado se faria alguma coisa diferente, diante da informação em seu poder agora, o ministro respondeu que acredita que "a história julgará os esforços de busca de maneira justa".

Nova área

A mudança para esta nova área de busca foi motivada por informações de que o voo MH370 estaria voando a uma velocidade maior e, portanto, usando mais combustível do que se imaginava anteriormente, afirmou o ministro malaio Hishammuddin Hussein.
 
Ele disse que a nova área de busca "poderia ainda ser consistente" com a ideia de que os objetos avistados por satélites poderiam estar conectados com o avião desaparecido. Segundo Hussein, os objetos poderiam ter sido levados por correntes marítimas. 
 
Até o estabelecimento desta nova área de busca, as equipes ainda não haviam avistado destroços que pertenceriam mesmo ao Boeing. "Ainda não avistamos destroços", afirmou John Young, chefe geral de emergência para a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla em inglês). "Eu não classificaria nenhuma das imagens vistas em fotos de satélites como destroços, nem os objetos avistados por aviões. Ainda não podemos confirmar que são realmente parte da aeronave", disse.
 
"A nova informação é baseada em uma análise contínua de dados de radares situados entre o Mar da China Meridional e o Estreito de Malaca, após a perda de contato" com o voo MH370, afirmou.

Satélite capta 300 supostos destroços do avião desaparecido

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