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Jovem morre de trombose após passar horas jogando videogame no Reino Unido

Louis O"Neill (à dir.) ao lado do pai, Stanley Greening. Jovem morreu de trombose por passar horas jogando videogame e não se exercitar - Reprodução/Facebook
Louis O'Neill (à dir.) ao lado do pai, Stanley Greening. Jovem morreu de trombose por passar horas jogando videogame e não se exercitar Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

02/07/2020 10h23

Um jovem de 24 anos morreu de trombose por passar horas seguidas jogando videogame e não se exercitar durante o período de distanciamento social por causa da pandemia do coronavírus no Reino Unido.

O caso foi compartilhado no Facebook por Stanley Greening, pai da vítima. Ele fez um alerta sobre os riscos associados à falta de exercício físico e lançou uma vaquinha virtual para ajudar instituições que promovem esportes para jovens. A campanha tinha arrecadado quase 3 mil libras (cerca de R$ 20 mil) até a manhã de hoje.

De acordo com o pai, seu filho Louis O'Neill morreu em 3 de junho. Depois de ser dispensado temporariamente do trabalho —ele era treinador de futebol— por causa da pandemia, O'Neill mergulhou no mundo dos games como válvula de escape, disse Greening.

Com o passar dos dias, O'Neill se tornou menos ativo e ficava horas jogando videogame. O pai do jovem disse que, às vezes, ele também jogava com o filho.

"Ninguém, nem em um milhão de anos, poderia prever uma trombose. E assim, ela levou o meu filho e eu morri por dentro junto com ele", escreveu Greening.

A trombose é a formação de um coágulo em uma veia ou artéria que impede a circulação do sangue. Geralmente, ela acontece nas pernas e pode ser causada quando uma pessoa passa muito tempo numa mesma posição.

Na publicação em seu Facebook, Greening pede para que as pessoas tomem cuidado, principalmente aquelas que estão em home office, pois é fácil cair cair numa rotina e não fazer exercícios.

"Levantem-se, deem uma volta e, por favor, alertem seus filhos. Era possível se prevenir contra esse mal se ele ou nós soubéssemos dos riscos", afirmou.