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Buraco 'profundo' na camada de ozônio atinge dobro do tamanhos dos EUA

Buraco na atmosfera da Antártica no último dia 27 de setembro - UE Copernicus
Buraco na atmosfera da Antártica no último dia 27 de setembro Imagem: UE Copernicus

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/10/2020 09h42

Pesquisadores do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, da União Europeia, anunciaram hoje que o buraco de ozônio na região da Antártica atingiu sua extensão máxima no ano. Ele aumentou para cerca de 23 milhões de quilômetros quadrados, tornando-se um dos maiores e mais profundos buracos dos últimos 15 anos.

O buraco na camada de ozônio da Antártica varia de ano para ano por ser fortemente influenciado por eventos climáticos na atmosfera e ocorre anualmente entre setembro e dezembro. A abertura recorrente, entretanto, é resultado da excessiva emissão de produtos químicos destruidores da camada, como os gerados por refrigeradores de geladeiras e ar-condicionado usados durante o século 20, que seguem causando estragos.

"O buraco de ozônio de 2020, enorme e do tamanho de um continente, é o que esperaríamos com base na quantidade de produtos químicos que destroem a camada de ozônio atualmente na atmosfera." Explicou Paul Newman, cientista-chefe da Divisão de Ciências da Terra na NASA, para o site Mashable.

O cientista ainda ressaltou a importância do "Protocolo de Montreal", acordo assinado em 1987, entre nações que concordaram em abolir o uso de produtos químicos destrutivos à camada de ozônio. "Se não tivéssemos feito nada, as coisas teriam piorado muito", disse ele.

O bom lado da moeda, observou Newman, é que o buraco na camada de ozônio é cerca de 3 a 4 milhões de quilômetros quadrados menor do que há 20 anos. Mas apesar dos reparos ainda é um dano que "permanecerá conosco por várias décadas".