UOL Mídia GlobalUOL Mídia Global
UOL BUSCA

RECEBA O BOLETIM
UOL MÍDIA GLOBAL


04/12/2004
Sanção de Bush custa mais de US$ 100 mi a Cuba

Rosa Townsend
Em Miami


As restrições às viagens de exilados e às remessas de dinheiro para Cuba, impostas pelo governo de George W. Bush há cinco meses, causaram um prejuízo de mais de US$ 100 milhões à economia cubana. As perdas podem superar os US$ 400 milhões para o próximo verão, de acordo com cálculos de Washington, que pretende afogar o governo de Fidel Castro impedindo seu acesso à moeda americana. As restrições fazem parte de um conjunto de medidas destinadas a acelerar a transição para a democracia na ilha.

O dinheiro gerado pelas ajudas e visitas dos 1,3 milhão de exilados, mais as diversas taxas que Havana cobra dos que querem emigrar para os Estados Unidos, representaram uma das principais fontes de ingressos para a economia cubana.

O fluxo de dólares dos Estados Unidos para Cuba chega anualmente a cerca de US$ 1,2 bilhão, cifra a que se deve somar a quantia que o governo cubano ganha com a cobrança de excesso de bagagem dos exilados que visitam o país (cerca de US$ 20 milhões anuais), ou pela entrega de pacotes enviados por parentes dos Estados Unidos (cerca de US$ 18 milhões ao ano), ou os certificados médicos (US$ 8 milhões) e outras taxas (US$ 12,6 milhões).

Visitas limitadas

O objetivo dos Estados Unidos é reduzir pela metade todos esses ingressos, de acordo com a Comissão de Assistência para Libertação de Cuba, criada por Bush há um ano e meio com o fim de "enfraquecer o regime".

As restrições, que entraram em vigor em julho, limitam as visitas dos exilados a 14 dias a cada três anos, e somente a familiares diretos; reduzem o dinheiro em espécie que podem levar de US$ 3 mil para US$ 300, o gasto diário de US$ 164 para US$ 50 e o peso da bagagem a 27 quilos (antes era ilimitado e ao chegar a Cuba tinham de pagar excesso de peso).

Já não podem mandar pacotes com roupa ou artigos de higiene, e só se permitem alimentos, vitaminas, remédios, equipamentos médicos ou de rádio. As remessas são de no máximo US$ 1.200 anuais e somente para familiares diretos.

As medidas vão reduzir o número de viajantes este ano de 180 mil para 30 mil, segundo o Birô de Controle de Ativos e Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano. A porta-voz do Tesouro, Molly Millerwise, salienta que entre 10 de agosto e 10 de novembro passados processaram 6.300 pedidos de licença para viajar, dos quais negaram 3.600.

Os mais afetados pelas novas normas foram os cubanos que se exilaram nos Estados Unidos nos últimos 15 anos, que ainda têm parentes na ilha, muitos dos quais dependiam de sua ajuda.

As novas regras foram anunciadas antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos e tiveram uma repercussão tão negativa em Miami que muitos analistas previram um custo político para Bush, mas isso não aconteceu.

Os Estados Unidos não vão abrandar a recente proibição aos exilados de enviar remessas através da Espanha usando a empresa SerCuba, criada pelo governo cubano em agosto em resposta ao cerco de Bush.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

ÍNDICE DE NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
Coritiba faz 2 a 0 no São Paulo; acompanhe os jogos da rodada
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Mesmo sem apoio, presidente deposto diz que volta ao país
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA