O governo chinês deu instruções às agências de adoção internacionais para que aconselhem os pais que adiem as viagens para buscar as crianças já atribuídas, com o objetivo de evitar possíveis problemas derivados da gripe suína.
"Atualmente há casos de infecção humana da gripe suína detectados em alguns países e regiões. Devido ao alto caráter infeccioso dessa doença, as crianças são suscetíveis a ela devido a sua baixa capacidade de resistência. Com o objetivo de evitar infecções cruzadas durante o processo de registro de adoção e proteger a saúde das crianças nos orfanatos, assim como a dos pais, pede-se às agências que aconselhem os pais adotivos que receberam a notificação de vinda à China para a adoção que adiem a viagem", indica o anúncio feito pelo Centro de Assuntos de Adoção da China (CAAC) datado de 30 de abril.
Segundo o órgão, o período de validade da viagem para as notificações emitidas entre 1º de março e 30 de abril deste ano foi prolongado em três a cinco meses, mas não é necessário atualizar os papéis.
As instruções do governo não falam em proibição, embora na prática possam representar uma paralisação temporária, à espera de ver como evolui a epidemia nos próximos meses. A medida foi recebida com nervosismo por algumas famílias espanholas, que afirmam ter recebido instruções de não se deslocar, por enquanto, à China.
Zelosa de sua imagem no exterior, com um número cada vez maior de famílias locais desejosas de adotar e com menos crianças abandonadas, segundo algumas fontes, a China endureceu nos últimos anos os requisitos para as adoções internacionais, o que fez diminuir drasticamente seu número.
Em maio de 2007 entrou em vigor uma nova norma destinada a limitar os pedidos, que excluem da possibilidade de adotar os solteiros, e exige-se, entre outros, que os requerentes estejam casados, tenham menos de 50 anos, disponham de uma situação econômica folgada, não sejam obesos e não tenham tomado antidepressivos nos dois últimos anos.
A notificação do CAAC aconselha aos pais que durante sua estada no país asiático sintam problemas de saúde que procurem ajuda médica. "Deverão ir prontamente ao hospital para uma verificação e informar o CAAC sobre a situação", indica.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves