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25/09/2003

BBC diz que relatório revela inexistência de armas no Iraque

As conclusões do relatório provisório elaborado pelo Grupo de Investigação do Iraque revelam que não existem armas de destruição maciça no Iraque, segundo afirmou uma fonte de Washington à emissora estatal britânica BBC. Segundo a fonte, os principais pontos do relatório, que será apresentado oficialmente no próximo mês, não sofrerão modificações substanciais, apesar de o texto ainda não estar concluído. A CIA afirmou através de um porta-voz que as conclusões do relatório não serão "definitivas".
Por sua vez, Downing Street [sede do governo britânico] qualificou a notícia de "especulação". A equipe de busca de armas, integrada por cerca de 1.400 especialistas - na maioria americanos, mas da qual também participam britânicos e australianos - sob a direção do assessor especial da CIA David Kay, não encontrou sequer rastros de armas nucleares, químicas ou biológicas desde que iniciou sua investigação, em junho passado, segundo afirmou a fonte da BBC. Tampouco foram encontrados laboratórios móveis, sistemas de transporte de armas de destruição maciça ou provas de sua construção nos anos imediatamente anteriores à guerra. O relatório indica, porém, que foram encontrados documentos, arquivos e programas de informática que mostram que o regime de Saddam Hussein tentava desenvolver um programa de armas.
Bill Harlow, o porta-voz da CIA, salientou o caráter provisório do relatório. "O dr. Kay ainda está recebendo informação de campo. Será o relatório sobre os primeiros progressos e esperamos que não chegue a conclusões definitivas", salientou o porta-voz. Kay, que esteve esta semana na CIA trabalhando no relatório, deverá apresentar um resumo perante o Congresso dos Estados Unidos na próxima semana, segundo fontes parlamentares. Um porta-voz de Downing Street disse que o governo britânico só fará comentários quando o relatório for apresentado oficialmente. "O que estamos vendo agora é especulação sobre um rascunho inacabado de um relatório provisório." O porta-voz, que afirmou não ter o documento, evitou mencionar se o primeiro-ministro Tony Blair conhece os detalhes do texto.



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