UOL Notícias Internacional
 

30/05/2009

Pesquisa mostra que Obama é o líder mais popular do mundo

International Herald Tribune
Em Paris
O presidente Barack Obama continua de longe o líder mundial mais popular nas principais nações ocidentais e é uma figura política à qual as pessoas consistentemente atrelam suas esperanças na crise econômica, de acordo com nova pesquisa conduzida pelo "International Herald Tribune".

  • Jim Young/Reuters

    O presidente Obama surpreende funcionários da lanchonete "Five Guys", em Washington, ao entrar no local para comprar sanduíches

Cerca de 80% das pessoas na França, Alemanha, Itália e Espanha têm opinião positiva sobre Obama, número que declina levemente para cerca de 70% nos outros dois países pesquisados: Reino Unido e Estados Unidos. O único político que se aproxima dele é a chanceler Ângela Merkel da Alemanha, que tem um índice positivo de dois terços na Europa continental, mas de apenas de um terço entre britânicos e americanos.

A nova pesquisa, conduzida pela Harris International para o IHT e o canal de notícias France 24, reforça os resultados de outra conduzida um mês atrás na qual cerca de metade dos entrevistados expressaram mais confiança na capacidade de Obama de resolver a crise econômica, com Merkel chegando em segundo, com 22%.

As pesquisas mostraram que a maioria das pessoas nas principais democracias ocidentais espera um aumento no extremismo político em seus países, como resultado da crise econômica. Mesmo nos EUA e na Itália, países nos quais os cidadãos têm menos essa opinião, 53% dos pesquisados dizem que "certamente" ou "provavelmente" haverá mais extremismo nos próximos três anos.

"Acredito que haverá um aumento no extremismo político nos EUA, particularmente da direita, entre hoje e a próxima eleição presidencial", disse Robert J. Kepka, de Addison, Illinois, uma das pessoas entrevistadas que concordou com uma entrevista subsequente por email. Ele disse que esperava tal resultado, contudo, "não como resultado da atual crise econômica, mas pela erosão dos valores conservadores cristãos".

As pesquisas revelaram uma ampla expectativa de inquietação, com greves e manifestações previstas por 86% dos pesquisados nos seis países. Metade dos entrevistados esperava conflitos em seus próprios países.

As pesquisas expuseram sinais de otimismo em meio ao desânimo. Por exemplo, duas em cada três pessoas pensavam que a crise poderia resultar em reforma dos sistemas econômicos mundiais.

Em questões domésticas, a história foi bem diferente. Cerca de metade de todos os entrevistados disse que se preocupava ao menos um pouco em perder o emprego ou a aposentadoria, tinha medo de não ser capaz de pagar despesas médicas ou serviços básicos como eletricidade, água ou telefone.

E muitos ainda se preocupavam em ficar sem teto, apesar de poucos acharem que se tornaria uma realidade nos próximos três anos. O número mais alto, de 32% foi nos EUA.

A mais recente pesquisa foi conduzida online do dia 29 de abril ao dia 6 de maio pela Harris Interactive, em parceria com a France 24 e o "International Herald Tribune", entre 6.332 adultos, de 16 a 64 anos, no Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, e entre adultos de 18 a 64 anos na Itália. Os dados de idade, sexo, educação, região e propensão a usar a Internet foram usados para alinhar os resultados com as atuais proporções na população.

A Harris Interactive usou o conselho do Harris Poll Online como fonte primária para a pesquisa.

Tradução: Deborah Weinberg

Compartilhe:

    Trânsito

    Cotações

    Hospedagem: UOL Host