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02/10/2009

Vivendo no limite, em termos geológicos

International Herald Tribune
Mark Mcdonald
A Indonésia é a quarta nação mais populosa do mundo. Pode também ser considerada a mais aquosa: consiste de cerca de 13.000 ilhas, algumas das quais mal emergem acima do nível do mar, algumas desaparecem na maré alta.

Os nomes das principais ilhas da Indonésia são tão exóticos quanto famosos - Java, Bornéu, Sumatra, Papua, Bali. Também são alguns dos lugares mais instáveis da face Terra, em termos de terremotos, vulcões e tsunamis. As placas tectônicas por baixo das ilhas estão sempre suspirando e rangendo, escorregando e colando. Por cima, a terra vomita e treme, faz fumaça e se balança.

Os dois terremotos que atingiram Sumatra nesta semana foram enormes rosnados submarinos e mataram centenas de indonésios, talvez mil. Hospitais foram destruídos. Hotéis. Uma escola. Uma mesquita. E casas, tantas casas.

Os terremotos não são novos na Indonésia. De fato, são esperados: a nação se localiza ao lado do notório Anel de Fogo, onde ocorrem 90% dos terremotos do mundo, usualmente os piores. Mas os fatos da geografia da Indonésia não suavizam as o sofrimento dos que perderam pais mães, irmãs ou amigos, seus lares e carros e charretes, suas roupas, animais de estimação e álbuns de casamento.

O primeiro-ministro da Samoa presenciou essa mesma angústia quando ele viajou por várias aldeias em sua nação insular na quinta-feira (01/10), 9.600 km ao leste de Sumatra. As aldeias tinham sido arrasadas por quatro tsunamis após o terremoto.

"Estão todos em estado de choque", disseram os aldeões traumatizados que encontrou, e contaram como ficaram de coração partido ao ver os moradores encontrando os corpos de uma jovem mãe e de um menino de 12 anos. Eles estavam desaparecidos desde que as ondas atingiram Samoa na terça-feira pela manhã.
  • Dita Alangkara/AP

    Morador anda de moto em bairro destruído por terremoto em Padang, na ilha de Sumatra

As ilhas vizinhas de Samoa, Tonga e o território de Samoa Americana, também foram atingidas pelas tsunamis. Mais mortos, mais angústia.

A Sumatra, dividida pelo Equador, certamente está na zona quente do mundo. Sua costa oeste é marcada por dezenas de vulcões ativos, três dúzias ou mais. E, no mar, está o inominável estreito de Sunda, parte do Anel de Fogo, um problema feito de fogo e bolhas.

O anel, que é mais como uma ferradura, é um arco vulcânico volátil de fossos oceânicos que quase circundam o Oceano Pacífico - da costa do Chile e Peru, subindo pela América Central e México, passando a Califórnia e sob a o Alasca, no Leste da Rússia, Sul do Japão e das Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia.

O Departamento de Pesquisa Geológica dos EUA dedica atenção especial ao Anel de Fogo e mapeia e mede precisamente os terremotos da região.

Os cientistas da agência também fornecem a seguinte informação sobre o comportamento criminoso das placas tectônicas: "As placas tectônicas não vagueiam ao acaso sobre a superfície da Terra; são movidas por forças definidas, apesar de invisíveis".

Essas forças, acrescenta a agência, ainda não são totalmente compreendidas.

Tsunami e terremoto causam devastação no Pacífico


Tradução: Deborah Weinberg

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