Da Redação
Em São Paulo

O Brasil é o maior mercado de impressoras da América Latina. De acordo com dados do instituto IDC (International Data Corporation), o país consumiu 34% de todas as impressoras comercializadas na região, contra os 30% vendidos no México. Isso representa cerca de 1,7 milhão de unidades comercializadas somente no ano pasado. No total, há entre 7,5 milhões e 8 milhões de equipamentos de impressão em atividade no Brasil. Mas mesmo o maior mercado da região passa por problemas. As vendas de impressoras, ainda de acordo com o IDC, caíram 11% no primeiro trimestre de 2003, em relação ao mesmo período do ano passado.
Por isso, os fabricantes de impressoras estão apostando na diversificação como estratégia para conquistar o consumidor. O objetivo é entregar equipamentos que atendam exatamente às necessidades do usuário. Há modelos para imprimir fotos, outros que dão conta de grandes volumes de textos e até equipamentos que reúnem várias funções. Essa estratégia, entretanto, acaba confundindo o usuário.
No passado, esse problema era menor. Quem não tinha muito dinheiro, acabava se contentando com uma impressora matricial. Esse equipamento, geralmente reconhecido pelo barulho produzido, usa agulhas e uma fita parecida com as das máquinas de escrever para colocar textos e imagens no papel. Quem podia gastar um pouco mais, adquiria uma impressora jato de tinta -mais rápida e silenciosa. Ter uma impressora a laser, então, era luxo reservado a uns poucos abonados.
Hoje, a situação está um pouco diferente. Diante de tantas opções, o usuário não sabe bem qual modelo comprar. "Atualmente, as impressoras jato de tinta dominam o mercado", afirma José Rubens Motta, analista de mercado de impressoras para a América Latina do IDC. Segundo ele, cerca de 85% dos equipamentos vendidos no país usam essa tecnologia.
As impressoras a laser, por sua vez, estão cada vez mais acessíveis ao bolso do consumidor. E a queda nos preços está aumentando a procura por esses modelos -que imprimem mais rápido e com qualidade superior. Em 2001, somente cem usuários domésticos compraram impressoras a laser. No ano de 2002, 1.200 unidades foram vendidas para quem usa o micro em casa. "Não é muito", reconhece Motta. "Mas já indica uma tendência."
Outro tipo de impressora que vem ganhando espaço nas mesas dos usuários são as multifuncionais. "Esse é um mercado que cresce assustadoramente", afirma Fábio Menezes, gerente de produtos de jato de tinta da Epson. Para o consumidor, a vantagem é poder comprar um aparelho que reúne as funções de impressora, scanner (digitalizador de imagens) e copiadora em um só equipamento.
Já as impressoras matriciais caíram no esquecimento. Os usuários acabaram preferindo usar as máquinas jato de tinta ou a laser, que são mais rápidas e silenciosas. As matriciais, porém, resistem dentro de empresas que precisam imprimir muitos formulários -como boletos bancários.
Leia também:
Modelos jato de tinta são os mais vendidos
Multifuncionais estão ganhando espaço
Equipamentos laser estão mais acessíveis