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19/09/2003 18h26

Scanners: O que saber antes da compra

Renato Rodrigues
Editor-Assistente de Mundo Digital

Como na maioria dos assuntos relacionados à informática, sair para a compra de um scanner significa um mergulho em um oceano de siglas e jargões no informatiquês, o idioma do setor. Para que você não se perca nessa selva, veja o que é importante saber antes de enfrentar o vendedor da loja:

Resolução, sempre ela: a maioria dos scanners disponíveis hoje no mercado possui resolução óptica de 1.200 DPI. Isso é mais do que suficiente para 99% das pessoas, uma vez que scanear uma imagem com tamanha resolução somente é necessário caso a intenção seja imprimir um pôster. Além disso, a operação iria gerar um "arquivo-monstro", além de levar horas de operação. Alguns modelos, mais caros, são capazes de atingir 2.400 DPI, mas, acredite: ao não ser que você seja um profissional, isso não é necessário.

Outra "conversa de vendedor" que você pode ouvir são medidas fantásticas de resolução, como 9.600 DPI ou mais. Esses números são obtidos por um processo chamado "interpolação". Trata-se de um software (geralmente presente no próprio scanner) capaz de aumentar a resolução. Este programa cria novos pontos entre pixels (pontos de imagem) obtidos pela leitura ótica original. O problema é que essa técnica não é tão precisa, pois o software tenta "adivinhar" onde novos pixels podem ser adicionados para completar os detalhes que faltam. Desse modo, se há um ponto azul na imagem, o programa cria pontos parecidos em volta dele, o que nem sempre dá certo. Ou seja, não caia nessa.

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Sensor de leitura CCD
Tecnologia de leitura: no mercado de consumo doméstico, existem duas tecnologias dominantes, a Charge Coupled Device (CCD) e Contact Image Sensor (CIS). Os scanners CCD são os mais comuns. O sensor CCD é usado inclusive, em aparelhos de fax e câmeras digitais. Esse tipo de sensor transforma a luz refletida em sinais elétricos que por sua vez, são convertidos em bits por meio de um circuito denominado conversor analógico-digital.

Os scanners possuem vários sensores CCD alinhados na cabeça de leitura. Quanto mais sensores, maior a capacidade de resolução. Já o sistema CIS usa uma série de LEDs (diodos emissores de luz) para produzir a luz e substituir os espelhos e lentes usados nos scanners CCD. Isso permite um equipamento mais leve e com menor consumo de energia. No entanto, a qualidade da imagem escaneada ainda não é tão boa quanto à do CCD, além de não ser capaz de produzir imagens de objetos tridimensionais (caso você queira escanear um celular ou um relógio, por exemplo).

Conexão com o computador: prefira os modelos com ligação USB, se o seu micro tiver essa alternativa. Trata-se de um cabo fino, com uma terminação que deve ser ligada na porta USB de seu micro -a maioria dos micros possui essa entrada. A conexão USB é muito mais rápida do que a paralela e facilita imensamente a instalação do aparelho: basta conectá-lo, ligar o micro e deixar o Windows fazer o resto.

Estão começando a chegar ao mercado modelos com conexão USB 2.0, que é ainda mais rápida do que a USB atual (1.1). No entanto, poucos computadores possuem essas portas, que devem se tornar padrão nos próximos anos. Um scanner com conexão USB 2.0 estará pronto para essa nova tecnologia.

Caso seu computador não tenha porta USB, a saída é comprar um com ligação paralela -iagual à utilizada pela impressora. Computadores mais antigos geralmente possuem apenas uma porta paralela. Nesse caso, é necessário ligar a impressora no scanner, e este no micro. E a impressora só irá funcionar com o scanner ligado.

Pacote de software: tão importante quantos o aparelho em si é o conjunto de programas que vem com ele. O ideal é que o scanner seja acompanhado de um programa controlador (a interface), um editor de imagens que seja fácil de usar e um programa OCR (que permite editar os textos de documentos escaneados). Pergunte ao vendedor se o editor de imagens tem funções como corrigir olhos vermelhos e balancear as cores. Melhor ainda se todos esses aplicativos forem em português.

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