
29/01/2004 16h37

Prejuízos com o MyDoom já chegam a US$ 3 bilhões

Da Redação Em São Paulo

O FBI e especialistas de todo o mundo estão à caça dos criadores do MyDoom, que já se transformou no maior vírus de computador de todos os tempos.
Segundo a empresa de segurança Mi2g, o vírus já causou prejuízos de US$ 3 bilhões para empresas em todo o mundo. A Mi2g explica que os prejuízos são calculados com base na perda de produtividade e de negócios, consumo desnecessário de banda larga e custos de recuperação das redes.
De acordo com o relatório da empresa, as perdas geradas pelo MyDoom em suas primeiras 48 horas na web colocam a praga na nona colocação do ranking da Mi2g dos dez vírus mais caros da história. A lista ainda é liderada pelo Sobig, que gerou prejuízos de US$ 37 bilhões.
Descoberto na noite de segunda-feira, durante a abertura do mercado asiático, o vírus se espalhou por 168 países em menos de 12 horas. Trinta e seis horas depois, mais de 100 milhões de e-mails haviam sido infectados. No dia de maior atividade, terça-feira, ele chegou a ser encontrado em 1 a cada 12 e-mails.
"O MyDoom se converteu no ataque viral mais importante entre os conhecidos até agora", disse Mikko Hyppoenen, um dos diretores da F-Secure, empresa finlandesa de segurança em informática. Entre 400 mil e 500 mil computadores foram afetados em todo o mundo, segundo a F-Secure.
No Brasil, segundo a Trend Micro, fabricante de soluções antivírus, o vírus atingiu seu pico de infecção na manhã de terça-feira. O país estava no 9º lugar no ranking de países mais afetados pela praga. Só o UOL, que implantou um filtro para o MyDoom, bloqueou cerca de 100 mil e-mails contaminados por hora na terça-feira (clique aqui para saber mais).
O Mydoom utiliza truques de engenharia social para enganar o internauta e conseguir se instalar no sistema. Ele chega por e-mail e os campos de assunto, corpo da mensagem e nome do arquivo anexo, que carrega o código malicioso, variam bastante, tornando difícil seu reconhecimento. Ao contrário dos demais vírus do tipo worm, o MyDoom não traz promessas de fotos pornográficas ou falsas mensagens. Ele chega como se fosse uma mensagem de erro de um servidor para o qual a pessoa teria enviado um e-mail. Curioso para descobrir quem deixou de receber sua mensagem, o usuário clica no anexo e instala o vírus.
Além do e-mail, o Mydoom também usa sistemas P2P (peer-to-peer), como o KaZaA, para se distribuir. Outro perigo apresentado por ele é a instalação de um cavalo de tróia na máquina contaminada, o que permite o roubo de informações e a manipulação remota do sistema.
O Mydoom também tenta desferir um ataque DoS (Denial of Service), ou seja, tirar do ar, o site da SCO, empresa que trabalha com sistemas Unix e que entrou em choque com distribuidores Linux no ano passado.
Na tarde de ontem, uma variante do MyDoom, que pode ser ainda mais perigosa do que a matriz, foi descoberta. A nova versão do vírus está programada para tirar o site da Microsoft do ar no dia 1 de fevereiro.
"Estamos investigando a origem ativamente", informou Paul Bresson, porta-voz do FBI.
No ano passado, o FBI prendeu duas pessoas supostamente responsáveis pela criação do vírus Blaster, que provocou um verdadeiro caos na Internet, e que programava um ataque DoS (Denial of Service) contra o site de atualizações da Microsoft.
Clique aqui para verificar se sua máquina está infectada.
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