
12/03/2004 18h57

Placas de vídeo: Overclocking aumenta o desempenho, mas é arriscado

Da Redação Em São Paulo

Overclocking é prática de modificar configurações de componentes do PC para alcançar velocidades mais altas, ainda que fora das especificações definidas e testadas pelo fabricante. A ação traz consigo alguns riscos, dos quais os mais prováveis são o superaquecimento, a instabilidade e a redução da vida útil da parte do hardware em questão. Em geral, o overclocking é praticado por entusiastas de hardware, que se sentem desafiados em conseguir mais desempenho a todo custo, inclusive a perda da garantia do componente.
Só faz sentido realizar o overclocking nas placas de vídeo mais avançadas, as aceleradoras 3D, e em jogos ricos em imagens e intensos em ação. É possível fazer o overclocking tanto da memória quanto do processador interno, a GPU. Para acompanhar o ganho de desempenho quando se aceleram esses componentes, é recomendável usar um programa de benchmark como o 3dmark 2001se (para placas DirectX 8) ou 3dmark 2003 (para placas DirectX 9), disponíveis gratuitamente no site FutureMark. Use esse utilitário para medir o desempenho da sua placa antes de iniciar o overclocking e vá aumentando gradativamente as freqüências da memória e do processador da placa de vídeo, acompanhando com o benchmark o efeito na velocidade, sem esquecer de também testar a placa com alguma aplicação intensa em processamento para verificar se tudo continua funcionando apropriadamente.
Existem diversos programas para overclocking de placas de vídeo. Alguns deles, inclusive, acompanham os modelos mais avançados. Riva Tuner, Powerstrip e Coolbits são os utilitários mais populares para esse fim e podem ser encontrados facilmente por meio de qualquer mecanismo de busca da Internet.
Tenha o seguinte em mente quando você estiver pensando em fazer overclocking: 1. Mantenha sua placa bem refrigerada, preferivelmente com uma ventoinha ou com um dissipador de calor, como segunda opção (a maioria das placas já dispõe desses elementos). 2. Fique dentro da margem de segurança de 10% em relação à especificação do fabricante. 3. Eleve a freqüência dos componentes aos poucos e faça testes entre as etapas. 4. Se notar alguns elementos desenhados de forma estranha na tela ou a placa travar, você alcançou o limite máximo. Reduza, pelo menos, 5 Mhz nas freqüências para voltar a trabalhar com alguma margem de segurança.
(Sheila Zabeu)
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