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11/06/2004 14h48

Acesso banda larga no Brasil cresce 173% em apenas seis meses

Pedro Marques *
Da Redação

O mercado de banda larga continua a crescer no país. De acordo com dados do Ibope eRatings, o acesso por tecnologias não-discadas deu um grande salto nos últimos meses. Em setembro do ano passado, 1,57 milhão de internautas tinha acesso rápido, número que saltou para 4,3 milhões em março deste ano -crescimento de 173% em apenas seis meses. O total de brasileiros com conexão à Internet foi de 20,5 milhões em março, data da última pesquisa do instituto.

Março também bateu o recorde de tempo online em banda larga: 21 horas e 58 minutos. Entre os "discados", no entanto, esse número é bem menor: apenas 8 horas. "Somados, os usuários de banda larga já respondem por 59,9% do tempo total de utilização da Web brasileira", diz Alexandre Magalhães, analista de Internet do Ibope eRatings.

"O consumidor brasileiro de Internet é muito sofisticado", afirma. O Ibope diz que cerca de 30% dos internautas costumam visitar páginas com conteúdo multimídia e rádios online, índice igual ao do Reino Unido. "Há um número expressivo de sites com mais de 70% dos usuários em banda larga, principalmente os que exploram conteúdo como música, clipes, diversos formatos de vídeo e cinema", afirma o diretor.

Na opinião do analista, a conexão via linha discada não permite que todo o potencial desse tipo de conteúdo seja acessado por todos os usuários. "Existe uma limitação". E para quem é exigente, as conexões mais lentas não têm boa performance para música", avalia Magalhães.

Velocidade

A tendência é de que a base de internautas com acesso à Web em alta velocidade continue crescendo, como vem acontecendo em outros países. "A Internet tende a agregar multimídia. Para poder aproveitar melhor esse conteúdo é preciso ter uma conexão de banda larga", afirma Magalhães.

Segundo o consultor de transmissão de dados da Sapien Training, Leonardo Moysés Dalcomune, o acesso em alta velocidade permite que o usuário baixe músicas, trailers de filmes e programas grandes em poucos minutos. Com o acesso em banda larga, a velocidade pode variar de 128 Kbps a 2 Mbps, dependendo do pacote escolhido. Os pacotes de 256 Kbps são mais do que suficientes para navegar sem sobressaltos e baixar arquivos grandes.

Para os internautas que passam muito tempo online, Magalhães acredita que o acesso em alta velocidade é uma opção viável. "As conexões via telefone põem um taxímetro na Internet", afirma. Com a banda larga, a taxa é fixa.

Custos

Nem sempre o acesso em banda larga é vantajoso. Só vale a pena mudar quando o custo do provedor mais o gasto telefônico mensal ultrapassam R$ 80. Dos vários tipos de acesso rápido disponíveis no país, é possível encontrar pacotes que ficam em R$ 70.

Ainda assim, é preciso fazer uma conta básica. No caso de conexões ADSL, o internauta tem de levar em consideração a assinatura do serviço com a operadora de telefonia, o aluguel do modem, mais a assinatura do provedor de acesso. No caso de conexões por cabo, deve-se levar em conta o tipo de assinatura. Em alguns casos -como os novos pacotes do Speedy, da Telefonica (SP)- o internauta tem um limite de dados que podem ser baixados para o computador -não importa se for um monte de arquivos ou apenas páginas de Internet vistas.

A mudança de tecnologia de acesso vale em outros casos também. Por exemplo, quando a linha telefônica da região em que o internauta mora é tão ruim que manter-se plugado na rede, via dial up, é um suplício.

Ao acessar via banda larga, o usuário não precisa fazer uma ligação para entrar na rede mundial de computadores -a conexão é estabelecida assim que o sistema operacional é carregado -ou quando o programa que estabelece a conexão é executado-, e a linha telefônica fica livre.

Outra situação em que a banda larga vale a pena é quando os adolescentes da casa se esquecem que o telefone é de uso comum e passam horas na rede batendo papo. A maioria dos serviços de banda larga libera o telefone durante o tempo de conexão.
(Colaborou Renato Rodrigues)

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