
11/06/2004 14h49

Especial Banda Larga: ADSL tem 63 milhões de assinantes no mundo

Da Redação Em São Paulo

Há várias tecnologias de acesso rápido disponíveis: cabo, ADSL, microondas, rádio, satélite, fibra ótica, luz elétrica e wi-fi. No Brasil, as mais comuns para conexões domésticas são cabo, ADSL e rádio. Satélite e fibra ótica, cujo custo é muito alto, são usados mais por empresas, enquanto luz elétrica e wi-fi ainda estão apenas começando lá fora.
Uma das alternativas mais populares é a conexão via ADSL (Assymetrical Digital Subscriber Line, ou Linha Digital Assimétrica para Assinante, em português). De acordo com o consórcio DSL Forum, que reúne provedores e fabricantes de equipamentos, havia mais de 63 milhões de assinantes de banda larga via ADSL no mundo no fim do primeiro trimestre de 2004.
Nesse tipo de acesso, os dados são transmitidos por meio da infra-estrutura usada pelas linhas telefônicas. Apesar de compartilharem a mesma estrutura, é possível surfar na Web e falar no telefone ao mesmo tempo, sem que o fluxo de dados atrapalhe a conversação e vice-versa. A conexão à Internet é permanente e as velocidades podem chegar a 2 MBps nos pacotes vendidos para o mercado residencial.
Usar uma conexão via cabo é outra opção para quem quer navegar rápido. As páginas da Internet trafegam pelos mesmos cabos usados pelas operadoras de TV por assinatura, o que também libera a linha telefônica. E, assim como no ADSL, a conexão é permanente. Quem escolher o acesso via cabo poderá surfar com velocidades entre 128 Kbps e 512 Kbps.
Os fornecedores desse serviço, porém, já estão oferecendo um novo tipo de assinatura, conhecido como pay-per-band. Nessa modalidade, o usuário paga pela quantidade de dados copiada para o computador e pode aumentar a velocidade por um período curto de tempo. Assim, quem tem o hábito de navegar na Internet pode escolher uma conexão de 128 Kbps e, quando precisar baixar um arquivo muito grande, aumentar a velocidade para 256 Kbps ou 512 Kbps.
Há ainda tecnologias menos conhecidas de acesso rápido à Internet. Uma delas funciona com o sistema de rádio, que em vez dos cabos telefônicos ou de TV usa uma antena para a recepção e o envio das informações com velocidade comparável à de outros serviços. Uma desvantagem desse tipo de conexão é que ela está sujeita a interferências externas, como chuva. O sistema tem mais um ponto fraco: ele só está disponível em prédios comerciais e condomínios residenciais.
Outro sistema que dispensa o uso de fios é o acesso via satélite. O internauta compra uma antena que capta o sinal do provedor para surfar na Web. É uma alternativa (às vezes a única), para quem mora distante dos grandes centros. Nesse caso, a velocidade máxima é de 300 Kbps. Esta alternativa custa, em média, mais de R$ 1 mil.
(Pedro Marques)
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