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31/01/2003 13h38

Internet paga sai mais barata do que a "grátis" na Argentina

Da Redação
Em São Paulo

Na Argentina, a maioria dos internautas (54%) prefere pagar pelo acesso à Internet a se valer dos provedores "gratuitos". Por uma simples razão. No final do mês, a Internet "grátis" sai mais cara do que a paga para os que ficam em média meia hora por dia conectados, por conta da diferença de tarifação telefônica. É que na Argentina, quem se conecta por provedor "gratuito" paga uma tarifa de telefone cheia, enquanto quem se conecta por provedor pago tem tarifas especiais, mais baratas.

Os provedores pagos usam prefixo especial (0610) para conectar seus assinantes com a garantia de uma conexão mais homogênea, mais rápida e até mais barata. Os provedores "gratuitos" conectam seus usuários por números normais e recebem uma parte pequena da receita gerada por seu tráfego em troca do uso gratuito da infra-estrutura de rede e das portas de comunicação das teles. As companhias telefônicas tratam os provedores de forma isonômica, sem privilegiar nenhum.

Quem opta pelo acesso "grátis" paga tarifa telefônica cheia sempre. Quem acessa o serviço pago tem descontos escalonados nas tarifas telefônicas -cada uma das duas teles oferece seu plano de descontos, inclusive nos horários diferenciados.

Segundo a Cabase, a associação dos provedores de Internet argentina, costumam beneficiar-se do acesso livre os usuários que ficam conectados menos de 15 horas por mês, cerca de 800 mil do 1,8 milhão de internautas do país. Para esses, o valor cobrado na conta telefônica (0,0469 pesos por pulso) ainda é menor do que o cobrado pelas teles dos assinantes da Internet paga.

Mas se o internauta se conecta mais do que 15 horas por mês (o que dá em média meia hora por dia), a mensalidade de um provedor pago torna-se um negócio vantajoso. Além dos descontos escalonados nas tarifas telefônicas (chegam até a 50%), eles têm uma conexão mais rápida e de melhor qualidade, além de conteúdo exclusivo e suporte técnico. Assim, mesmo pagando a conta do provedor e a de telefone, gastam menos do que se tivessem optado por um dos provedores "gratuitos".

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