"Ídolos", programa que o SBT gabou de registrar uma das maiores audiências da casa desde sua estréia, em abril, perdeu o fôlego. "Ídolos" chegou a liderar a audiência às quartas e quintas-feiras, e chegou a superar até Fausto Silva por alguns minutos, aos domingos. Mas isso são águas passadas. O ibope do programa desabou.
A saber, cada ponto de ibope vale por 43,5 mil domicílios sintonizados na Grande SP. Dos 18 pontos de ibope registrados em 18 de abril, por exemplo, o programa registrou pífios 6 pontos na última quarta e quinta-feira. Trata-se de uma queda assombrosa para os padrões da TV, mas há uma explicação aparente. Na verdade, três.
1) A primeira fase chamava muito a atenção do público porque as "estrelas" eram, na verdade, os jurados. Como nessa fase havia candidatos de má qualidade, o verdadeiro "espetáculo" era a opinião dos jurados, ou melhor, o achincalhamento deles sobre os candidatos.
Com o afunilamento (falei bonito, hein?) dos concorrentes, sobraram apenas bons candidatos, e os jurados não têm mais o que reclamar. Com isso, o telespectador perde o interesse.
2) A Copa do Mundo, que decididamente altera os interesses do telespectador médio e muda a configuração (hoje estou gastando o verbo) da audiência no país.
3) Por fim, o desabamento da audiência de "Ídolos" também pode servir (ou deveria) como uma lição de humildade para Daniela Beyruti, a filha de Silvio Santos que dirige o programa e --segundo pessoas envolvidas na produção-- estava se sentindo o último saquinho de pipoca do cinema até agora. Daniela cedo se desentendeu com Fernanda Telles, então diretora artística de "Ídolos" e a demitiu.