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18/02/2008 - 16h16

Exclusivo: Justiça condena Tom Cavalcante por ofensa a Luisa Mell

Ricardo Feltrin
Colunista do UOL News
Em decisão da juíza Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, Tom Cavalcante foi condenado (em primeira instÂncia) a indenizar a apresentadora Luisa Mell, da Rede TV, que se sentiu ofendida por uma imitação durante um programa de Tom na Record, em 2006. O valor da indenização não foi definido mas pode passar de R$ 100 mil.

O caso judicial foi revelado por Ooops! no ano passado. No quadro que gerou o processo, Tom contracenava com uma atriz vestida do estereótipo "loira e burra", mas que se dizia defensora dos animais. A Justiça entendeu que era uma imitação grosseira de Luisa e seu programa Late Show.

A personagem ainda tinha trejeitos de uma mulher fácil.



Diz a sentença da juíza:

"O quadro humorístico em exame tem veiculação nacional; a caricatura de personagens e ridicularização de pessoas do meio artístico é-lhe a única essência; fato de conhecimento público e notório e que por isso dispensa prova específica do texto e interpretação levadas ao telespectador, cf. disposto no art. 334, I e II do Código de Processo Civil. Data maxia venia, ao que o I. Humorista réu compreende como liberdade de expressão ... puro entretenimento e evidente conteúdo satírico da imitação ... encontra limites no igualmente constitucional direito à honra e à imagem."

Na primeira audiência de conciliação, no ano passado, Tom Cavalcante não compareceu. O advogado de Tom Cavalcante informou nesta segunda-feira que já recorreu da decisão da juíza.

Globo estréia novela das 19h com "obrigação" de subir ibope

"Beleza Pura" estréia nesta segunda com a obrigação de elevar a audiência mediana que sua antecessora, "Sete Pecados", atingiu. "Sete Pecados" até começou de forma razoável, com 35 pontos de média, mas teve um andamento turbulento, chegando a registrar ibopes de menos de 30 pontos em boa parte da trama.

Para "Beleza Pura", escrita por Andréa Maltarolli e supervisão de Silvio de Abreu, a expectativa da Globo é de médias próximas ou superiores aos 40 pontos.

A Globo aposta na química do elenco, que misturará veteranos (como Edson Celulari) e jovens (como Regiane Alves). Eles serão o mocinho e a mocinha da história.

"Aqui Agora" dá alento ao jornalismo do SBT e contrata 40

Com estréia prevista para a primeira segunda-feira de março, o telejornal "Aqui Agora" reformulado reestréia com bons auspícios no SBT.

Isso porque a decisão de Silvio Santos em retomar o projeto (antecipado por Ooops! no ano passado) mexeu com o mercado trabalhista.

Pelo menos 40 pessoas foram contratadas para tocar o projeto, entre jornalistas, produção, câmeras etc.

O "Aqui Agora" também terá um helicóptero terceirizado para acompanhar as ocorrências na cidade. Será um trabalho do comandante Hamilton, que já atua em outras emissoras.

O "Aqui Agora" deve entrar no ar de segunda a sábado, por volta das 18h. Além do noticiário, terá comentaristas e até um colunista de fofocas.

Quem é Legal

Penélope Nova e o "Ponto Pê"

Em 2004, quando estreou, o programa foi alvo de pedradas. Diziam de tudo: que Penélope não tinha estofo para dar conselhos sobre sexualidade (alguns psicólogos arrancaram cabelos), que tudo ia descambar para a baixaria, que a MTV (e sua apresentadora) estava estimulando o sexo irresponsável de jovens. Tsk! Tsk! Quanta abobrinha!

Hoje "Ponto Pê" é um dos mais úteis e divertidos programas da TV, e Penélope, com performances sensacionais, certamente deu um cala-boca em muitos críticos. Cheia de humor, escrachada e espontânea até o último conselho, ela se tornou uma prestadora de serviço de utilidade pública, a cada vez que atende um jovem por telefone. E com sua performance ainda consegue fazer um dos melhores programas de humor do país. "Ponto Pê" não merece crítica alguma. Merece uma medalha.

A má notícia: "Ponto Pê" vai sair do ar em breve, na nova programação da MTV.

Faça-me o favor, dona MTV...

Quem Irrita

"Domingo Espetacular"

É lamentável que a Record tenha abandonado mais uma vez o princípio da independência e da transparência jornalística, fazendo do excelente "Domingo Espetacular" um mero porta-voz da Igreja Universal. Assim como a reportagem que, meses atrás, mostrou como os "vitoriosos" fiéis da igreja viviam pelo mundo, ontem o programa exibiu uma "pseudo" reportagem, ou melhor, um libelo sobre fiéis ofendidos com reportagens sobre a igreja (mesmo as mais isentas, corretas, bem apuradas e sem nenhum viés de crítica gratuita).

Foi de cair o queixo. Não foi jornalismo. Foi desfaçatez. Um ato em defesa da igreja e de seus métodos. Aliás, depois da Globo, a Universal agora quer peitar toda a imprensa nacional. Quem será o "gênio" por trás dessa estratégia?

Clique aqui para ler as perguntas e respostas do bate-papo com Ricardo Feltrin

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