O contra-ataque que Silvio Santos está fazendo à Record, após a contratação de Gugu Liberato, já tem um preço: R$ 100 milhões, até 2012. Esse o gasto estimado que a emissora terá apenas com salários de seus mais recentes contratados: o novelista Tiago Santiago, os apresentadores Justus e Eliana, o diretor Paulo Franco.
Todos foram retirados da Record em resposta ao assédio da concorrente ao elenco do SBT, com contratos com duração em torno de três anos. E é possível que esse valor dobre até o final do ano, com a contratação de atores, atrizes, produtores, cenógrafos e figurinistas. O SBT, diz-se, prepara um ataque devastador à dramaturgia da TV do bispo Macedo.
O SBT quer, com essa ofensiva, não só levar as principais estrelas da Record, mas também inflacionar ao máximo a folha salarial da concorrente. Nada mais do que o que a Record fez nos últimos anos. Ao mesmo tempo o SBT está criando uma "bolha" de gastos não só para o longo prazo, mas também no curto: vários produtores tiveram salários aumentados para que não mudassem para a Record.
E há outros gastos milionários que ainda nem estão na planilha do Grupo SS. Afinal, quem quer fazer novela tem de construir cidades cenográficas, cuidar do figurino, armazená-lo. etc E ter cenários, de preferência, recicláveis ou de fácil degradação, que são caríssimos.
Segundo Ooops! apurou, Silvio Santos vai fazer de 2010 o ano da dramaturgia e dos filmes. Do outro lado, a Record deve investir ainda mais em reality show. Já em outubro deve estrear a segunda versão de "A Fazenda".
Ex-diretor da Record vira "persona non grata" na Igreja Universal
Paulo Franco, ex-diretor artístico da Record que mudou para o SBT, na semana passada, era considerado um "talento" não só pela emissora mas também por bispos da Igreja Universal.
A saída de Franco foi a mais traumática da Record até agora, ainda mais por seu simbolismo. Ele era membro da igreja, assim como sua família, e vinha sendo treinado para se tornar executivo de alto escalão.
Aparentemente, ele quis se libertar desse peso e mostrar que poderia voar em outra emissora, longe das asas dos evangélicos. Muitos, agora, o consideram persona non grata.
Quem é Legal
Ana Hickmann
Boa estreia no "Tudo é Possível". Ana soube conduzir e se deixar conduzir (pela direção). Como apresentadora, além de bonita, é engraçada e carismática... Talvez deva desenvolver mais seu lado "conversadeira", ou seu lado "enxerido" com os convidados. De qualquer forma, muita gente questionava se ela conseguiria comandar sozinha a atração... Pois não só conseguiu, como mostrou ser mais articulada do que muuuuita gente que está no ar, seja na Record ou "em volta" dela.
Atualização: "Tudo é Possível" marcou ontem 8 pontos de média no ibope --dois a mais do que Eliana na semana passada.
Quem é Legal também
"Fantástico"
Programa dominical estava especialmente inspirado ontem, das matérias de serviço (de golpe) na internet ao quadro do "Bola Murcha"; do quadro de Regina Casé ao furo sobre a execução de inocentes pelo Denarc, em Porto Feliz (SP). Ponto alto para a longa matéria sobre Michael Jackson em sua intimidade, em Neverland, que revelaram um verdadeiro crianção, em vez do propalado pedófilo, e isso num texto sem sentimentalismo ou qualquer gota de pieguice. Pura diversão e informação para o telespectador da TV aberta num final de domingo friorento e chuvoso.
Herbert von Karajan
Quinta-feira próxima o mundo relembra 20 anos da morte de um dos maiores maestros de todos os tempos, e também um dos mais polêmicos, Herbert von Karajan (1908-1989). Karajan nasceu na Áustria, em família aristocrata e que aprendeu a tocar piano a partir dos quatro anos. Estreou como maestro aos 21 e se tornou o todo-poderoso da Orquestra Filarmônica de Berlim por quase 35 anos.
O lado polêmico de Karajan se traduz em sua vida política, uma vez que se filiou voluntariamente ao partido nazista em 1933.
No pós-guerra, acabou patrulhado por organizações judaicas, acusado de antissemitismo. No entanto, não havia músico --judeu ou não-- que não quisesse tocar ou gravar com ele. Deixou um legado imenso, talvez duas centenas de gravações das mais variadas obras, especialmente Richard Wagner. Karajan morreu em casa, cercado por poucos amigos e pela família.