13h05 28/10/2004
Wagner sofre com a morte do amigo Serginho
Atacante atleticano mantinha amizade com o zagueiro, de quem foi companheiro no São Caetano durante dois anos. Do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - O atacante Wagner, do Atlético-MG, lamentou a morte do zagueiro Serginho, de quem era amigo pessoal e foi companheiro durante dois ano no São Caetano. Abalado, o jogador contou que teve dificuldade para dormir na noite passada.
"Ontem (quarta-feira) à noite fiquei muito baqueado e fui dormir quase quatro horas da manhã pensando. A gente não cai na real. A gente não estava lá na hora para ver o que aconteceu. A gente fica triste e chateado. Perdi um grande amigo e especial que era o Serginho. Uma pessoa tranqüila e que não tem nada falar contra ele", afirmou o atacante.
Wagner disse que sentirá muita falta de Serginho, com quem mantinha contato mesmo estando jogando em estados diferentes. "A gente fica triste neste momento pela pessoa que a gente perdeu. Era uma pessoa maravilhosa. Uma pessoa que a gente conviveu dois anos. Eu era bastante amigo dele e da família também. Neste momento não tem nem palavras para falar alguma coisa", ressaltou.
Serginho sentiu-se mal durante o jogo com o São Paulo e sofreu uma parada cardiorrespiratória, vindo a falecer no hospital. Wagner contou que sua esposa ficou sabendo que o zagueiro passou por exames no coração, mas não imaginava que a situação era grave.
"Ela (esposa) comentou para mim que o Serginho tinha feito um exame no coração, mas não comentou a gravidade que poderia ter acontecido. A gente não pode falar nada porque a gente não tem conhecimento do que aconteceu. Os médicos que têm que saber. Neste momento a gente só fica triste mesmo", comentou.
Além de Wagner, o lateral-esquerdo Rubens Cardoso e o técnico Mário Sérgio trabalharam com Serginho no São Caetano. O treinador alvinegro, em entrevista à Rádio Jovem Pan, no final da noite desta quarta-feira, culpou a diretoria do time do ABC paulista pela morte do zagueiro.
No entanto, nesta quinta-feira, Mário Sérgio, que é pai de Bruno, procurador do jogador, não quer mais falar sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa do Galo, o treinador conversará com a imprensa baiana, que aglomera na porta do hotel, mas não se pronunciará sobre a morte de Serginho.