23h37 16/02/2005
Galo vence Estrela com show de Fabri
Meia do Galo se destaca em jogo marcado pela boa atuação dos camisas 10, mas não evita o segundo jogo. Do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - Na terra do "Rei" Roberto Carlos, que de acordo com uma faixa afixada no Estádio Mário Monteiro é torcedor do Estrela do Norte, o meia Marcelo Pelé, que tem o mesmo apelido do "Rei do futebol", complicou a vida do Atlético-MG. Não fosse a destacada atuação do outro camisa 10 em campo, Rodrigo Fabri, e o Galo teria saído derrotado. Graças a ele, o alvinegro mineiro venceu por 4 x 3, pela 1ª fase da Copa do Brasil.
A vitória, por diferença de apenas um gol, obriga a realização do segundo jogo entre Atlético-MG e Estrela do Norte, no dia 2 de março. O Galo tem a vantagem do empate para garantir a vaga. O vencedor desse confronto entre mineiros e capixabas enfrentará, na próxima fase da competição, o Brasiliense que despachou outro time do Espírito Santo, o Serra.
O início do primeiro tempo parecia fácil para o Atlético-MG. O Galo, que entrou na condição de favorito contra um estreante em Copa do Brasil, abriu o placar logo aos 4min, quando Rodrigo Fabri fez boa jogada e cruzou para chute de Renato. O goleiro Tafarel deu rebote e Euller tocou para as redes.
O gol logo no início deu a impressão que o Atlético venceria com facilidade e até poderia abrir a diferença de dois gols, que lhe garantiria na próxima fase, sem a necessidade do jogo de volta. Não passou de impressão. Na base da vontade e da valentia, o time local partiu para o ataque, equilibrando a partida e dificultando a vida atleticana.
Aos 20min, a equipe capixaba chegou ao empate. E foi por intermédio de um golaço de Marcelo pelé, que aproveitou cruzamento de Serginho e tocou de virada para as redes de Danrlei, que nada pôde fazer. O Galo não ficou abatido e tentou desempatar imediatamente. Dois minutos depois, Quirino foi lançado e dividiu a bola com o goleiro Tafarel. Na sobra, Rodrigo Fabri acertou um chute forte no travessão.
Na dividida com Quirino, Tafarel levou a pior e ficou caído no gramado. Os jogadores dos dois times se assustaram, demonstrando a gravidade da contusão. O jogador foi retirado na maca, chorando de dor e o diagnóstico inicial foi de uma fratura na tíbia direita. O camisa 1 do estrela foi levado de ambulância para um hospital e foi substituído por Tiagão, de apenas 17 anos.
Apesar da reação inicial de desespero dos jogadores capixabas com a contusão do companheiro, o Estrela chegou ao segundo gol, surpreendendo novamente o Galo. Novamente a jogada foi do camisa 10 do time local, que leva Pelé no nome, que driblou Adriano, mas chutou a bola no zagueiro atleticano. No rebote, Rubert fez o segundo gol do Estrela.
Perdendo por 2 x 1, o Atlético partiu para o ataque e conseguiu o empate, aos 37min, quando Quirino, um dos artilheiros do Campeonato Mineiro, com cinco gols, ao lado do cruzeirense Fred e de Marinho, do Ipatinga, marcou de cabeça. Foi um primeiro tempo muito movimentado, com quatro gols e 17 finalizações, sendo 10 dos visitantes e sete do time da casa.
Os dois times voltaram com as mesmas formações para a etapa final e também com igual disposição. A partida seguia movimentada e aberta, com os dois ataques levando vantagem permanente no confronto contra as defesas, que falhavam muito. Quirino quase marcou aos 4min e Rodrigo Fabri, em duas arrancadas, também.
Mas foi o Estrela que pulou à frente do placar novamente. E, mais uma vez, foi Marcelo Pelé. Dessa vez, aos 12min, ele bateu falta e levou sorte, pois a bola desviou na barreira e enganou Danrlei. A alegria da torcida capixaba durou pouco, apenas dois minutos. Aos 14min, Rodrigo Fabri, o destaque atleticano, tabelou com Renato e acertou belo chute de perna esquerda, no ângulo de Tiagão.
O jogo seguia em ritmo acelerado. Os ataques dos dois lados continuavam levando perigo aos goleiros. Ao contrário do seu rival Cruzeiro, que goleou o Sergipe, no Mineirão, por 7 x 0, em jogo em que pôde se poupar, o Galo teve que correr muito, aumentando o desgaste. No próximo domingo, pelo Estadual, haverá um esperado clássico, no Mineirão.
Mas os jogadores atleticanos não se pouparam e correram muito. Vontade não faltou ao Galo, que buscou a vitória até o final. Aos 33min, Rodrigo Fabri, mais uma vez, marcou. O lateral-direito George Lucas cruzou da direita, a bola resvalou num zagueiro e o camisa 10 do alvinegro mineiro fez o quatro e o seu segundo na partida.
O Galo continuou pressionando em busca do gol que evitaria o jogo de volta, que não saiu por pouco. Aos 41min, o zagueiro Fernando fez pênalti em Leandro Smith, que havia acabado de entrar. Na cobrança, no entanto, o argentino Prieto desperdiçou a chance, quando o jovem goleiro Tiagão pegou; Aos 44min, a trave salvou o estrela de novo.
ESTRELA DO NORTE 3 X 4 ATLÉTICO-MG
Estrela do Norte Tafarel (Tiagão); Fernando, Leandro e Chadud; Serginho, Marlísson (Cafu), Rincón, Marcelo Pelé e Vinícius; Welder (Martins) e Rubert Técnico: Marinho
Atlético-MG Danrlei; George Lucas, Adriano, André Luiz e Rubens Cardoso; Ataliba, Walker (Henrique), Renato (Leandro Smith) e Rodrigo Fabri; Euller (Prieto) e Quirino Técnico: Procópio Cardoso
Data: 16/2/2005 (quarta-feira) Local: Estádio Mário Monteiro, em Cachoeiro do Itapemirim Juiz: Luiz Antônio Silva Santos (RJ) Cartões amarelos:Leandro, Vinícius, Fernando (Estrela do Norte); Renato, Rodrigo Fabri (Atlético-MG) Cartões vermelhos Gols:Euller, aos 4min, Marcelo Pelé, aos 20min, Rubert, aos 30min e Quirino, aos 37min do primeiro tempo; Marcelo Pelé, aos 12min, Rodrigo Fabri, aos 33min do segundo tempo