21h06 26/10/2006
Bota muda esquema pela 4ª vez seguida
Time alvinegro vem alternando formação tática entre o 4-4-2 e o 3-5-2. Com volta de Asprilla, Cuca escala três zagueiros. Pelé.Net
RIO DE JANEIRO - O Botafogo continua variando seu esquema de jogo. Pela quarta partida consecutiva, contra a Ponte Preta, o técnico Cuca irá mudar a forma do time alvinegro jogar. Os dois times irão se enfrentar no próximo sábado, em Campinas.
Segundo o treinador, as variações entre o 4-4-2 e o 3-5-2 acontecem em função das características do adversário. Para atuar contra o time paulista fora de casa, Cuca preferiu a opção com três zagueiros -Juninho, Rafael Marques e Asprilla, que volta de suspensão.
"Eu vario a formação do time pensando no rival", assumiu. "Não adianta a equipe ter um esquema fixo, porque se o adversário joga só com um atacante não faz sentido eu entrar em campo com três zagueiros", exemplificou o treinador.
Outro fator que também influencia na sua opção pela fórmula tática mais cabível, segundo afirmou o técnico, é o grupo de jogadores que estão disponíveis no momento. Conforme ressaltou, os desfalques interferem bastante no estilo de jogo com que o time entra em campo, "Eu só posso montar a equipe com os jogadores que tenho em mãos", frisou ele.
Para o duelo contra a Ponte Preta, no próximo sábado, o comandante botafoguense anunciou a escalação de três defensores. Atuando em casa e precisando vencer, a equipe paulista deverá ter os atacantes Luís Mário e Wanderley em campo, além do meia ofensivo Almir.
Na última rodada, porém, a equipe venceu o São Caetano por 2 a 1, atuando no 4-4-2. E a formação já tinha sido modificada em relação ao embate anterior, contra o Santos, em que o time de General Severiano entrou em campo no esquema 3-5-2. A vitória por 4 a 3 sobre o Peixe foi considerada pelo técnico como a melhor apresentação do Botafogo no Brasileirão.
Antes da exibição enaltecida por Cuca, no entanto, o Glorioso foi derrotado pelo Figueirense por 1 a 0 jogando novamente na base do 4-4-2. Para o treinador, a flexibilidade no momento de definir o esquema tático é importante para que o time consiga se adaptar a qualquer adversário ou situação. Além disso, independe de entrosamento.
"Eu tenho mudado isso desde quando assumi o Botafogo", reforçou comandante alvinegro. Ele destacou, também, a possibilidade de se alterar a forma de jogo durante a partida, no intuito de reverter placares adversos.
"No jogo de ida contra a Ponte o time mudou a formação no meio do jogo, porque começamos perdendo e precisávamos virar o jogo", lembrou. Na ocasião o time carioca goleou o adversário por 4 a 1 e encerrou um jejum de quatro partidas sem vitórias.
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