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Brasileiro

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Folha Imagem
Fabinho é da HMTF.
09h31 05/11/2004

Timão pode ter a 3ª parceira em 10 anos

Depois das tentativas com o Banco Excel e o HMTF (Hicks, Muse, Tate & Furst), agora é a vez da MSI.

Bruno Freitas e Leandro Laranjeira, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - Se tiver um desfecho positivo, o acordo do Corinthians com a MSI representará a terceira parceria do clube paulista em uma década. No começo de 1997, a diretoria corintiana anunciou novos tempos com a associação com Excel, grupo que acabara de adquirir o falido banco baiano Nacional.

Na oportunidade, alguns milhões foram investidos no futebol profissional do clube. De cara, a parceria viabilizou a contratação de alguns jogadores de renome no país na época, como os atacantes Donizete e Túlio, que tinha salário de US$ 150 mil no Parque São Jorge. Com a equipe reforçada, logo nos primeiros meses de acordo o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista de 1997.

A parceria com o banco Excel durou somente até 1998, quando a crise financeira no grupo e alguns desentendimentos com a direção corintiana resultaram no fim do acordo. Mas, já no estágio final de associação, o clube conseguiu contratar o zagueiro paraguaio Carlos Gamarra e o volante colombiano Freddy Rincón, jogadores que acabaram virando ídolos do time pouco tempo depois.

No ano seguinte, foi a vez da HMTF (Hicks, Muse, Tate & Furst), fundo de investimento norte-americano, ser anunciado como novo parceiro corintiano. Com a chefia do executivo Dick Law e a participação de um diretor remunerado, o técnico de vôlei José Roberto Guimarães, o clube teve a folha de pagamento inchada com as contratações de jogadores como Dida, Rogério e Luizão.

Com a HMTF, mais uma vez o sonho de estádio próprio foi revigorado. O projeto para a arena, denominada de 'Fielzão', foi até apresentado pelo clube e seu parceiro. A área para a obra, localizada na Rodovia Raposo Tavares, já estava designada. No entanto, novamente o sonho de casa corintiana não saiu do papel.

Apenas no primeiro ano, o fundo norte-americano desembolsou US$ 60 milhões, sendo US$ 28 milhões em contratação de jogadores e US$ 32 milhões para quitar dívidas e cobrir a folha de pagamento. Mas, desde o início, a HMTF foi acumulando prejuízo de cerca de R$ 1 milhão mensais. Neste ritmo, a relação foi se tornando gradualmente insustentável, até a rescisão na metade de 2002.

Um episódio chave no fim da parceria teria sido o caso Marcelinho Carioca. O fundo gastou US$ 6 milhões para trazer o ídolo do Valencia, da Espanha, de volta ao Corinthians. Na avaliação da cúpula da HMTF, o investimento escoou pelo ralo, com trapalhadas administrativas que resultaram no afastamento e desligamento do jogador do clube.

Com a debandada da HMTF, o Corinthians perdeu alguns jogadores que pertenciam ao parceiro e tiveram que ser negociados, a exemplo do atacante Luizão, que treina no CT do São Paulo, mas não está vinculado a nenhuma equipe atualmente.

Luizão deixou o Corinthians via Justiça. A briga com o clube alvinegro perdura até os dias de hoje. Após ganhar legalmente o direito de receber alguns montantes de reais do Corinthians, conseguiu a penhora do Parque São Jorge, já que o Timão ainda não mexeu nos bolsos.

Outros permaneceram no clube, emprestados pelos norte-americanos, como o lateral Rogério (caso mais recente, que teve o mesmo fim de Luizão ao se transferir para o Sporting de Lisboa, de Portugal, após conseguir liminar na Justiça e deixar o Corinthians de mãos vazias), o zagueiro Fábio Luciano (hoje, no Fenerbahçe, da Turquia) e o volante Fabinho, que até hoje segue no Parque São Jorge.




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