09h32 05/11/2004
Corinthians crê em maioria na votação
Depois do CORI emitir um parecer quanto à parceria é que os quase 400 conselheiros manifestarão sua vontade. Bruno Freitas e Leandro Laranjeira, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - O Corinthians começa a definir seus próximos dez anos a partir desta sexta-feira, dia 5 de novembro. É nesta data que os conselheiros do time alvinegro se reunirão para votar contra ou a favor da milionária parceria que está sendo costurada entre o clube e a MSI (Media Sports Investments), grupo inglês de investidores que pretende fazer da equipe "uma potência" no futebol, há quase três meses.
A partir das 18h desta sexta, a definição começa a 'ganhar corpo'. Inicialmente, o contrato será avaliado por uma comissão formada por oito conselheiros que foram indicados pelo CORI (Conselho de Orientação). Esta comissão irá elaborar um parecer e o colocará à disposição para análise do próprio CORI.
Os cerca de 25 membros do CORI, formado por vice-presidentes eleitos, ex-vices, ex-presidentes, e alguns membros eleitos, têm até às 20h30 para fazer as ressalvas e colocações no parecer.
A partir deste horário, este parecer será analisado pelos aproximadamente 400 conselheiros do Conselho Deliberativo, presidido por José de Castro Bigi. Assim que terminar a reunião, o contrato será colocado em votação efetivamente.
Para que o contrato seja referendado, ou seja, tenha o aval do Conselho, é necessário que 50% mais um dos votantes estejam a favor da diretoria do Corinthians. Esta votação será por meio de manifestação dos participantes (conselheiros levantando a mão, por exemplo), o que não descarta a possibilidade de a escolha ser por meio de voto secreto ou nominal.
"Antes de o contrato ser colocado em votação, um conselheiro pode pedir a votação secreta ou nominal. Cabe ao presidente analisar a questão, colocar em votação o pedido e decidir a respeito", afirmou o médico Jorge Kalil, porta-voz da parceria.
Assim que terminar a votação e, conseqüentemente, o Conselho expuser sua vontade, o Corinthians já terá a condição de, se for o caso, assinar o contrato com a MSI e começar, efetivamente, o planejamento para o próximo ano.
Aliados ao presidente Dualib estão animados com o a votação desta sexta. Apesar da eminente possibilidade de o processo ser anulado por uma liminar na Justiça a pedido do deputado estadual e conselheiro Romeu Tuma Júnior, contrário ao acordo, há uma comemoração antecipada, uma vez que dificilmente o acordo entre as partes será vetado, já que o presidente Alberto Dualib conta com o apoio da maioria dos conselheiros.
"É evidente que não haverá unanimidade, mas posso assegurar que teremos mais de 90% do Conselho a favor da assinatura", arrisca o conselheiro Jorge Kalil.