01h55 24/03/2005
Meia Roger minimiza polêmica de saídas
Jogador não atuou um jogo inteiro desde que Passarella chegou à equipe, mas não reclama por essa situação. MBPress
SÃO PAULO - O argentino Daniel Passarella comandou o Corinthians pela quarta vez nesta quarta-feira. E há uma grande coincidência entre todos os jogos do técnico à frente do Timão: Roger não passou 90 minutos em campo em uma partida sequer.
Nesta quarta-feira, diante do São Caetano, Roger saiu no intervalo. E a alteração provocou revolta na torcida alvinegra, que queria a permanência do meia em campo. Depois do jogo, circulou um boato nos vestiários do Pacaembu. O camisa 7 teria reclamado e até trocado tapas com o comandante Passarella.
Roger, contudo, tratou de desmentir este possível incidente. "Nunca briguei na vida. Não ia fazer isso logo agora. Não tem no contrato de ninguém uma cláusula que nos obriga a jogar o jogo inteiro. Cabe a nós respeitar o comandante e acima disso, respeitar o companheiro que entra na equipe", disse o camisa 7.
Mesmo com a seqüência de substituições, Roger garante que sequer perguntou a Passarella o motivo de ter saído. "Não é meu direito questionar isso. Temos uma hierarquia aqui dentro e cabe a mim respeitar. Ele pode mexer em quem ele quiser".
No Corinthians, todos ficaram preocupados com a reação de Roger. Tanto que o diretor da MSI, Paulo Angione, esteve no vestiário para conversar com o meia. "Só fui acompanhar a reação dele. Não quero que esse caso tome uma proporção maior do que tem. Ele tem o direito de ficar triste. Mas nada além disso", avisou.
Tranqüilo, Roger garantiu que não mudará seu comportamento com Passarella. "Estou fazendo, como sempre fiz, o que entendo ser o meu melhor. A gente sempre gosta de jogar até o final e trabalha para isso, mas não fico chateado com essa situação", garantiu.
E o treinador argentino preferiu não explicar os motivos da saída de Roger. "Esse é o tipo de coisa que prefiro discutir com meus atletas, não com a impensa. Vamos conversar internamente porque ele merece uma satisfação. Mas as decisões são tomadas por mim e isso é o mais importante", encerrou o comandante.