00h51 05/05/2005
Jogadores do Timão evitam palavra crise
Mesmo com duas derrotas seguidas e eliminação precoce na Copa do Brasil, todos defendem atual fase do Corinthians. MBPress
SÃO PAULO - Fábio Costa afastado, Betão e Roger no banco de reservas, duas derrotas consecutivas e a eliminação na Copa do Brasil para o Figueirense. Todos estes fatores fazem com que o atual momento seja conturbado no Parque São Jorge.
Para os jogadores do Corinthians, contudo, a palavra crise ainda está muito longe do Alvinegro. "Ainda é cedo para falar nisso. Nossa equipe está em formação e é claro que erros acontecem", disse o zagueiro Betão.
O defensor não entende que as confusões extra-campo tenham prejudicado o rendimento da equipe. "Nós sabemos separar as coisas, mas não conseguimos render bem hoje (quarta-feira). Isso acontece com qualquer equipe", completou.
Assim como Betão, o goleiro Tiago também evitou a palavra crise em seu discurso. "Não podemos nem pensar nisso. Temos um jogo contra o São Paulo no domingo e o momento é de concentração total".
Até o iraniano Kia Joorabchian, diretor da MSI, minimizou os efeitos da eliminação desta quarta-feira. "Passamos 11 partidas sem perder e ninguém falou nada. Aí perdemos duas e as pessoas começam a reclamar. Nossa equipe já mostrou que tem qualidade", garantiu.
Política Sacados da equipe titular nesta quarta-feira, o zagueiro Betão e o meia Roger evitaram entrar em confronto com a decisão do técnico Daniel Passarella. Os dois jogadores preferiram adotar um tom político ao comentar a substituição.
"Um grupo não é feito por 11 jogadores. As 30 pessoas que treinam aqui são importantes e ficar chateado porque eu perdi a vaga seria desmerecer meus companheiros", comentou o zagueiro Betão.
O meia Roger também foi muito político ao comentar a fase do Corinthians. "Fiquei fora da equipe por uma decisão do treinador e não tenho como discutir isso. Só me resta trabalhar para voltar", concluiu.