01h57 05/05/2005
Passarella admite repensar o cargo
Para treinador, Corinthians jogou mal. Questionado sobre uma possível saída, garantiu que vai "esfriar a cabeça" para decidir. MBPress
SÃO PAULO - Passarella chamou para si a responsabilidade da eliminação do Corinthians na Copa do Brasil. Para o treinador, o time jogou mal e, por isso, não conseguiu garantir uma vaga na próxima fase da competição.
"O Corinthians jogou mal e quando um time joga mal, a culpa é do treinador. Eu não fujo da minha responsabilidade nesta derrota. Sou o único culpado pela eliminação da Copa do Brasil", disse o treinador argentino.
A má atuação dos jogadores do Corinthians pode estar ligada aos cortes que Passarella promoveu no elenco alvinegro. Na segunda-feira, Fábio Costa foi afastado da equipe. Minutos antes do jogo contra o Figueirense, o meia Roger e o zagueiro Betão foram barrados.
Passarella fez questão de salientar que as mudanças na formação titular foram exclusivamente táticas. Exceção ao caso de Roger. "No caso do Roger, preferi deixar ele fora porque vinha de contusão. Por isso achei melhor colocá-lo nos trinta minutos finais, para pegar a equipe do Figueirense cansada. Mas a alteração não deu certo", falou o treinador.
O veto a Roger não agradou Kia Joorabchian. Após o jogo, o iraniano criticou a atuação do meio-campo na partida que eliminou o time paulista da Copa do Brasil.
"Ficou claro que faltou qualidade no meio-campo. O Edson estava jogando na função que não era dele, pois não tinha outro jogador para escalar", disse o homem forte da MSI, que desceu aos vestiários do estádio Orlando Scarpelli para falar com jogadores e comissão técnica.
Na última vez que Joorabchian desceu aos vestiários após uma derrota (para o São Paulo, pelo Paulistão) o então treinador do Corinthians, Tite, foi demitido.
Questionado sobre sua possível saída após a eliminação diante do Figueirense, Passarella diz que a possibilidade de deixar o clube não está descartada. "Prefiro esperar um pouco, descansar, e depois resolver o que vou fazer", disse o treinador, que também demonstra tranqüilidade diante da possível queda. "Meu trabalho é assim mesmo. O cargo de treinador é instável", finalizou.
Mas para a diretoria do Corinthians, a demissão de Passarella está descartada. "Prestígio ele tem. E conseguiu isso em 30 anos de profissão. Não vai ser uma eliminação na Copa do Brasil que vai apagar o que ele já fez", disse o vice-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.