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Kia e o 'amigo' Dualib
23h32 04/12/2005

Disputa entre Dualib-Kia quase estragou tudo

Enquanto os jogadores conquistavam o Brasileiro, os presidentes do Corinthians e da MSI trocavam acusações pela imprensa.

Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - A campanha vitoriosa do título do Corinthians no Brasileirão de 2005 foi ameaçada por uma briga pública entre as duas principais figuras do clube nesta temporada: Alberto Dualib e Kia Joorabchian.

Desde o início da parceria, em dezembro de 2004, o presidente do Timão teve um relacionamento bastante conturbado com o todo-poderoso da MSI.

Depois das grandes contratações feitas com recursos levantados pelo iraniano, os torcedores corintianos passaram a venerá-lo. O fato gerou ciúmes em Alberto Dualib e também em alguns dirigentes, que viram todo o crédito pelo desempenho da equipe ficar apenas com Kia.

O ponto alto da briga Dualib-Kia, que sempre trocavam farpas pela imprensa, aconteceu no acordo de parceria com a Samsung, que estampa sua marca na camisa do Timão. O iraniano se recusou a repassar US$ 2 milhões a Carla Dualib, neta do presidente, que teria iniciado as conversações com a empresa coreana para fechar o acordo de US$ 6,1 milhões por temporada.

A atitude de Kia deixou Dualib bastante irritado e ele viajou à Inglaterra para conversar com o magnata russo Boris Berezovsky, principal responsável pela MSI. Em Londres, o dirigente, além de comprar uma dívida do grupo com o clube, pediu que fosse feita uma troca no comando da parceria. No entanto, o iraniano continuou e ainda afirmou que só deixaria o grupo se quisesse.

Apesar de não obter sucesso na tentativa, o relacionamento Dualib-Kia parece ter melhorando após esta viagem e, principalmente, depois de o Corinthians engatar uma seqüência que possibilitou o título do Campeonato Brasileiro.

A suposta paz foi selada até mesmo antes da conquista. No dia 6 de novembro, o Timão humilhou o Santos por 7 x 1 e os dois pareciam amigos inseparáveis nas tribunas do Pacaembu ao comemorarem os gols.

"Temos uma relação cordial, não é ruim. Existem algumas divergências, o que é normal quando se trata de uma entidade tão grande quanto o Corinthians", resumiu Dualib.


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