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Tevez x Marquinhos.
23h35 04/12/2005

Timão supera ano conturbado para ser campeão

Antes de se consagrar no Brasileiro, Corinthians conviveu com brigas, afastamentos, demissões e até investigações sobre a MSI.

Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - O relacionamento conturbado entre o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, e o todo-poderoso da MSI, Kia Joorabchian, foi apenas um dos problemas que o Timão teve que superar neste ano para conquistar o título brasileiro.

Quem acompanhou os primeiros meses de 2005 no Parque São Jorge poderia acreditar que o Alvinegro iria amargar um ano sem conquistas.

Apesar de contratações milionárias da MSI, o time não se acertava em campo, já havia trocado Tite por Daniel Passarella ainda no Campeonato Paulista, e colecionava brigas envolvendo suas principais estrelas nos treinamentos.

Primeiro foi o desentendimento entre Tevez e Carlos Alberto. Depois, novamente o argentino trocou socos com o zagueiro Marquinhos e, mais tarde, Carlos Alberto teve um bate-boca com o auxiliar de preparação físico Ricardo Rosa. O argentino ainda foi multado por desrespeitar algumas normas do clube.

A equipe ainda vivia com clima ruim sob o comandado de Passarella. O argentino tinha um relacionamento tenebroso com os jogadores, que afastou, por exemplo, o goleiro Fábio Costa por deficiência técnica e quase tirou do clube aquele que foi um dos principais nomes da equipe na reta final do Brasileiro.

A queda do treinador depois da goleada de 5 x 1 sofrida para o São Paulo, no dia 8 de maio, foi bastante comemorada.

Aliás, o mês de maio foi um dos mais conturbados no clube. Além do afastamento do goleiro e da demissão do técnico argentino, o Corinthians ainda foi eliminado nas oitavas-de-final da Copa do Brasil pelo Figueirense na disputa de pênaltis.

Não bastassem os problemas em campo, Kia ainda era investigado pela Polícia Federal devido às suspeitas sobre os negócios da MSI.

O iraniano também era cobrado pelos torcedores para contratar Vágner Love, afinal sua chegada havia sido anunciada no início do ano - mas ninguém avisou o CSKA. Para sorte de Kia, Nilmar chegou e deu conta do recado vestindo a camisa 9.

Neste período, Márcio Bittencourt assumiu o clube e, apesar da boa campanha, tinha o seu trabalho questionado após qualquer tropeço. Tanto que foi demitido quando o Timão estava na liderança do Brasileiro e se despediu com uma vitória sobre o Flamengo.

Na gestão do técnico, outros problemas aconteceram. Carlos Alberto, por exemplo, foi afastado por queda rendimento. O meia, que viveu um grave problema particular, também foi multado por ficar acima do peso e por chegar às 7h na concentração da equipe após o jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul.

Márcio ainda teve que administrar uma insatisfação de Fábio Costa, que havia perdido o lugar no time para Marcelo após sofrer uma contusão. O goleiro pediu para voltar e, no jogo seguinte, era o titular.

O ambiente ficou mais tranqüilo depois da chegada de Antônio Lopes, quarto técnico do Corinthians na temporada, mas os problemas ainda apareceram. Após o confronto contra o São Caetano, os jogadores discutiram nos vestiários do Anacleto Campanella.

Apesar de todos os percalços, o Timão foi campeão. "A diretoria teve sua parcela de culpa. Fizemos algumas coisas erradas, mas sabíamos que tínhamos condições de conquistar títulos. No início, nós tínhamos bons jogadores e não um time. Hoje, temos um time", afirmou o vice-presidente Andrés Sanchez.


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