01h36 05/05/2006
Passarella "ignora" dinheiro com triunfo
Treinador argentino disse que vencer o Timão é mais importante do que receber o dinheiro que pede de indenização. Danilo Valentini, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - Desafeto do Corinthians desde que abandonou o clube, o técnico do River Plate, Daniel Passarella, comemorou a vitória desta quinta-feira, por 3 a 1, e a classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores. Ele afirmou que se sente recompensado com o triunfo e que vencer o time brasileiro é ainda melhor do que ganhar o dinheiro que pede à MSI.
Contratado na última temporada para assumir o comando do Timão, o treinador foi demitido a oito meses do término de seu contrato. Atualmente, ele move uma ação na Fifa, que está em última instância, exigindo indenização de R$3,5 milhões. O valor corresponde ao tempo restante do acordo com a parceira do clube.
Ao término do confronto desta quinta-feira, Passarella mostrou um ar triunfante e garantiu esquecer momentaneamente a dívida: "Mais importante que receber o dinheiro, é ter uma vitória como essa", comemorou.
Mesmo com todos os problemas extra-campo que trava com seu ex-clube, o técnico garantiu que os problemas são com o parceiro do Corinthians e ainda deixou o gramado cumprimentando alguns torcedores presentes no Pacaembu. "O meu problema é apenas com a MSI e com os dirigentes, porque os jogadores sabem que o meu trabalho foi bom", declarou.
Passarella também afirmou ser solidário aos jogadores alvinegros e deseja melhores tempos para o time corintiano. "Eu saúdo todos do elenco, de quem eu tenho sinto muitas saudades, e desejo boa sorte para eles", comentou o treinador.
A respeito da classificação do River Plate, ele demonstrou satisfação, mas também foi cauteloso. Ele avaliou que a equipe argentina não é favorita para ganhar o campeonato, diferentemente do São Paulo.
"Todos diziam que estávamos mortos contra o Corinthians e mostramos o contrário. Entramos pela janela, mas ainda não somos candidatos ao título. Candidato é o São Paulo. Vamos seguindo tranqüilos. Não quero ser considerado nem morto, nem candidato", completou.
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