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Sebá quer ficar
00h54 31/08/2006

Sebá vê impotência e ainda planeja seguir

Defensor foi desprezado pelo Corinthians nesta quarta, mas garantiu que quer continuar no Parque São Jorge; reunião definirá futuro nesta quinta.

Do Pelé.Net

SÃO PAULO - Tevez saiu de campo no dia 20 de agosto, depois da vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Botafogo, dizendo que aquela poderia ter sido sua última partida pelo clube paulista. E desde então, não apareceu mais para treinar ou jogar pelo Alvinegro. O exemplo do camisa 10 foi seguido na última terça-feira pelo volante Mascherano, que faltou à atividade no Parque São Jorge sem comunicar ninguém. Nesta quarta, o presidente Alberto Dualib anunciou que os dois não continuarão na equipe. E incluiu Sebá na lista dos atletas que não fazem mais parte do grupo.

Mesmo depois de ter sido dispensado pelo presidente, porém, Sebá ficou no banco de reservas do Corinthians na vitória por 1 a 0 sobre o São Caetano, nesta quarta, no estádio Anacleto Campanella. Como ainda não recebeu nenhuma proposta para deixar o Parque São Jorge, o camisa 6 se mantém à disposição do treinador Emerson Leão. E assim, ratifica conduta diferente do que fizeram seus compatriotas.

"Sinceramente, eu sou profissional e estou fazendo meu trabalho como qualquer profissional. Cada jogador é diferente e eu não preciso me guiar pelo que fizeram meus companheiros. Estou no banco de reservas, mas estou trabalhando para tentar voltar à equipe o quanto antes", garantiu Sebá.

Abatido, o camisa 6 do Corinthians revelou que não foi sequer consultado por ninguém da diretoria antes de anunciarem que ele não faz mais parte dos planos da equipe: "Eu pretendia treinar normalmente amanhã [quinta-feira] e minha idéia era acordar e ir para o clube. Não quero acordar e ter que fazer minha mala para ir a qualquer lugar do mundo. Eu ainda quero me firmar e mostrar o meu valor aqui no clube".

Nesta quinta-feira, Sebá terá uma reunião com representantes do Corinthians e da parceira MSI para definir seu futuro. Apesar de ter sido colocado à disposição para negociações, o defensor argentino vê na ausência de propostas uma possibilidade de continuar no Parque São Jorge.

"Não estou preparado para sair agora e quero ficar pelo menos até o fim do ano. A torcida está me xingando e falando coisas de mim que não estão de acordo com o que eu sou. Queria poder ficar aqui e mostrar que não é bem assim", lamentou Sebá.

O defensor do Corinthians culpou a falta de uma seqüência de partidas e o estigma conferido aos argentinos por sua situação negativa no clube paulista. "Eu não tive qualquer problema de convivência com o treinador e não vou ter só porque sou argentino. Estava trabalhando normalmente, apesar de ter ficado nove meses parados por causa de problemas físicos. Não quero fazer bagunça ou sair como alguém que não pensa na equipe, mas as pessoas pensam em mim como nos outros argentinos", ponderou o camisa 6, cabisbaixo.


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