17h02 01/09/2006
Leão encosta 3-5-2 e quer 'multi-homens'
Técnico se mostra seguro para tirar um zagueiro do Corinthians, planeja ajustes táticos e mudanças constantes nos jogos. Danilo Valentini, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - O Corinthians ainda nem saiu da zona de rebaixamento, mas o técnico Emerson Leão já se sente seguro para atender à sua convicção pessoal e abandonar o esquema 3-5-2, formação que não o agrada. Mas a mudança tática, que já se desenhou no jogo contra o São Caetano, vai se confirmar gradativamente com a adaptação das funções dos meias e dos atacantes da equipe.
Satisfeito com os dez pontos conquistados dos últimos quinze disputados, Leão aposta que a equipe já está madura o suficiente para aliar consistência decisiva e volume de jogo para atacar o adversário, o que deverá deixar a equipe com um esquema que contará, provavelmente, com três volantes, no caso Marcelo Mattos, Paulo Almeida e Magrão, um dos novos contratados.
"Com o auxílio dos meias e dos volantes posso jogar com dois zagueiros. Porque, com três zagueiros, preciso de dois alas muito ofensivos, porque senão não vai adiantar", explicou Leão, que vinha escalando Eduardo Ratinho na direita e, preferencialmente, Rubens Jr. na esquerda com mantinha o 3-5-2.
O reposicionamento defensivo que fortalecerá o setor de meio-campo, porém, não deverá significar, a princípio, a mudança na formação do ataque do Corinthians, que atualmente tem sido escalado com a presença de apenas um atacante de origem, como Nadson ou Rafael Moura.
Empolgado com o desempenho de Carlos Alberto e Roger, Leão acredita que os dois meias podem executar bem a função de se revelarem bons atacantes para seu esquema. "Dois atacantes não significam dois centroavantes. Pode ser um meia, que tem até mais facilidade para ser artilheiro".
A perspectiva, inclusive, vale para a chegada de Amoroso, contratado para ser a peça de reposição para a saída de Tevez, negociado com o inglês West Ham. Até porque Leão vê no atacante, assim como em César e Magrão, os outros contratados, a possibilidade de extrair novas funções destes jogadores.
"Os treinadores na Europa introduzem novas funções para os jogadores, que passa a acreditar nisso e ter múltipas funções", diz Leão.
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