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Leão: mas foi unânime...
13h21 27/10/2006

Leão alivia ataque, mas cutuca o STJD

Técnico, que teve sua absolvição discutida por procurador do tribunal, defende decisão unânime, mas aceita até novo julgamento.

Danilo Valentini, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - A decisão de procurador do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, em entrar com recurso que pode aprovar um novo julgamento para Emerson Leão, não causou um ataque de fúria, mas uma postura irônica do técnico do Corinthians, que alegou que a forma como aconteceu sua absolvição não deveria mais gerar dúvidas e discussões.

Leão foi julgado na última segunda e absolvido de maneira unânime pelo Conselho Disciplinar do STJD, se livrando de uma punição que poderia chegar a 180 dias de afastamento em razão da sua expulsão no jogo contra o Santos, quando reclamou de marcação do árbitro Wilson Luiz Seneme no clássico ante o Santos.

Defendido pelo advogado do Corinthians, João Zanforlin, Leão teve como principal argumento as imagens do teipe exibido na sessão, que acabaram sendo decisivas para a decisão do júri. O resultado, porém, desagradou o procurador Paulo Schmitt, que entrou com recurso voluntário e agora aguarda a aceitação -ou não- para que seja realizado eventualmente novo julgamento.

"Acho que todo promotor tem direito de pedir revisão, faz parte da lei. E se chegar a comunicação temos de acatá-la e demonstrar o que aconteceu de verdade", falou, em tom bastante ameno, Emerson Leão, que, entretanto, não deixou de destilar provocações, mesmo que discretas, a tentativa da procuradoria do STJD, que usa como principal justificativa o fato de um vídeo ter tido peso maior que o relato do árbitro na súmula.

"O fato de a súmula dizer algo não quer dizer que foi verdadeiro. Nosso dever é tentar mostrar a realidade, e foi o que fizemos no Rio", afirmou Leão, que nega a informação relatada por Seneme sobre agressões verbais. "Eu só bati palma, o resto é mentira", já repetiu o técnico várias vezes.

Jurando que "não estamos nervosos, muito menos irritados", porque "é direito" da procuradoria, Leão usa como álibi a decisão do próprio STJD. "Se (o tribunal) tivesse dúvida, seria mais apertado. Mas foi por unanimidade, não deixa margem de dúvida nenhuma".

Mas, se depender do histórico, Leão pode ficar sossegado. Na última quinta-feira, por exemplo, Levir Culpi foi absolvido pela segunda vez depois que a mesma procuradoria requisitou nova avaliação para o caso em que o técnico do Atlético-MG invadiu o gramado do estádio Rei Pelé, em Maceió, para reclamar de um lance da partida contra o CRB.


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