08h31 13/09/2007 Preto nega fama de encrenqueiro e destaca experiência
Jogador fala sobre a famosa briga com Parreira e diz que time bom é aquele que mescla jovens e veteranos.
Luiz Antônio Abdias, do Pelé.Net
Pelé.Net - Logo no início da carreira você acabou ficando nacionalmente conhecido pelo episódio da briga com o meia Parreira. Você se arrepende daquilo? Quem criou todo aquele episódio foi ele, que levou para a imprensa uma discussão ocorrida dentro de campo. Eu nunca conheci a mulher do Parreira, nem fui apresentada a ela. Chamei o cara de corno só por provocação, como já tinha feito com outros 600 adversários e como outros tantos 600 já haviam feito comigo. Só que ele perdeu a cabeça, me deu um soco na cara e saiu de campo dizendo que eu tinha desrespeitado a mulher dele.
Pelé.Net - Você continua provocando os adversários? Muito pouco. Mas de vez em quando eu consigo tirar alguém do sério.
Pelé.Net - Você, Edílson, Sorato, Vampeta e Edmundo são exemplos de que é cada vez mais comum ter jogadores com mais 30 anos em posição de destaque em grandes clubes. O que mudou? Os clubes viram que essa história de jogador DVD não funciona. É verdade, precisa ter a revelação, o cara que sabe fazer algumas jogadas de efeito e gols bonitos para o clube poder editar um vídeo bonitinho e vendê-lo a preço de ouro para o exterior. Mas só isso não dá. Casos como aquele do Santos, que foi campeã brasileiro em 2002 com uma porção de garotos, aparecem de 30 em 30 anos. Os melhores times são os que mesclam experiência e juventude. Na Europa, por exemplo, você vê o Cafu em plena atividade no Milan e o Belletti, que tem a minha idade, assinando contrato de três anos com o Chelsea. Somente agora os clubes brasileiros estão se tocando que jogador com mais de 30 não é velho.
Pelé.Net - Quer dizer que o preconceito acabou? Não é bem assim. Eu mesmo passei por um momento complicado. Voltando de uma cirurgia, cinco meses parado, com mais 30, é complicado achar quem ainda aposte na gente. Para o Bahia me aceitar de novo treinei sem contrato, tive de fazer um teste de campo para provar que estava recuperado. E isso porque eles me conhecem.