09h22 26/09/2007

Artilheiro do país, Fábio Oliveira contrasta com queda iminente do Remo

Nenhum outro jogador no Brasil fez mais gols que o atacante em 2007, mas ainda assim, o Remo segue mal, rumo à terceira divisão nacional.

Rodrigo Farah, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - Até que ponto contar com o maior goleador do Brasil pode influenciar a campanha de um time? Para o Remo, pelo menos, isso não traz grandes benefícios. A equipe tem como líder em campo o atacante Fábio Oliveira, jogador que mais balançou as redes em 2007 no país. Porém, a 12 rodadas do término da Série B do Campeonato Brasileiro, o clube tem grandes chances de ser rebaixado.

FÁBIO OLIVEIRA
Nome: Fábio Marcelo de Oliveira
Posição: atacante
Idade: 33 anos
Altura: 1,82m
Peso: 82kg
Principais clubes: Paraná (PR), Criciúma (SC), Avaí (SC), Gama (DF), The Strongest (BOL) e Remo (PA)
Fábio Oliveira marcou 37 gols na temporada - ele também defendeu o Atlético-GO este ano. O centroavante ainda segue como artilheiro da segunda divisão ao lado de Val Baiano, do Gama, com 18 gols. Apesar disso, o time paraense está na penúltima colocação da tabela, a 11 pontos de uma posição fora da "degola".

Ainda assim, o jogador reitera plena confiança de que o Remo não será rebaixado. Em entrevista exclusiva ao Pelé.Net ele também revela ter sido sondado por Botafogo e Corinthians e não descarta defender uma dessas equipes no próximo ano.

Pelé.Net - Você está apresentando grande rendimento na Série B deste ano, mas o seu time não acompanha o mesmo ritmo. A que se deve esse contraste do Remo na competição?
Fábio Oliveira -
Na verdade, nossa equipe é muito boa do meio para frente e é por isso que tenho tido esse aproveitamento. A única coisa de ruim que acontece é que estamos sofrendo alguns gols que não podemos tomar. São problemas individuais que precisamos corrigir na marcação para melhorar a campanha. Tem gente que não acredita mais, mas eu acredito que não vamos cair, senão já teria ido embora.

Pelé.Net - Como você lida com o fato de ser o maior goleador do Brasil na temporada e como isso influi na sua rotina?
Fábio Oliveira -
Estou bem tranqüilo. É muito satisfatório e todo mundo fala bem. Mas não é uma coisa que me sobe à cabeça, que tira meu ar, porque faz parte do trabalho. Isso é como se fosse uma obrigação, por isso não me preocupo muito em ser o artilheiro do Brasil. O atacante precisa fazer gol, senão vai morrer de fome.

Pelé.Net - Você quase se transferiu para o Goiás. Além dele, outro time o procurou para contratá-lo?
Fábio Oliveira -
A proposta mais concreta que eu tive foi do Goiás. Mas também recebi propostas de Botafogo e Corinthians, com empresários me ligando e afirmando que esses clubes estavam interessados em mim. O problema é que eu tenho uma multa rescisória alta, de R$ 1,5 milhão, que atrapalhou qualquer negociação. Mas meu contrato acaba no fim do ano e ainda não sei o que vou fazer, vou ver o que é melhor para mim antes de tudo.

Pelé.Net - Em entrevista a uma emissora de televisão, você chegou a dizer que se vestiria de Bebel* caso o Remo fosse rebaixado. Pretende manter a promessa caso isso aconteça?
Fábio Oliveira -
Não, isso não foi uma promessa. Na verdade, precisavam disso para vender a matéria. Como eu sou o destaque do Remo no campeonato, tudo acaba comigo. Fizeram isso até mesmo para tirar um pouco o foco da situação em que o Remo se encontra. Perguntaram se eu poderia falar e não pensei no que poderia causar. Foi uma encenação. Já tive até problema com a outra torcida [do Paysandu] por causa disso.

*Bebel é a personagem interpretada pela atriz Camila Pitanga na novela da Globo Paraíso Tropical, que vive uma prostituta na trama

Pelé.Net - Mas chegou a ser agredido por algum torcedor do Paysandu por causa disso?
Fábio Oliveira -
Dois torcedores que estavam bêbados ficaram me chamando de Bebel e eu passei reto, mas aí o que aconteceu: o torcedores do Remo que estavam por perto quase bateram neles sem eu fazer nada.

Pelé.Net - Você tem um companheiro de equipe também experiente como o Danrlei. Como é o seu relacionamento com ele?
Fábio Oliveira -
Ele tem ótima relação com todos os jogadores, brinca com todo mundo. É uma pessoa de grupo, experiente e respeitado. Mas ele sabe fazer as pessoas o respeitarem, não confunde as coisas. É um cara que sempre terei como amigo.




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