10h48 24/04/2009 Com o coração dividido, L. Ávila relembra passagens por Bota e Fla
Ex-volante destaca que o time alvinegro leva uma pequena vantagem por causa da boa fase vivida pelo meia Maicosuel
Luciano Paiva, especial para o Pele.Net:
RIO DE JANEIRO - "Quem levar o troféu do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro está de muito bom tamanho". Foi assim, em cima do muro, que o ex-volante Leandro Ávila analisou as chances de Flamengo e Botafogo na final do Campeonato Carioca, que começa a ser disputada neste domingo, às 16h, no Maracanã.
Arquivo/UOL Esporte
Contra o até então promissor Felipe (Vasco), Leandro em combate com a camisa do Fla
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Em 2001, na conquista do tricampeonato estadual, Leandro (direita) combate Viola
O jogador surgiu para o futebol no Vasco, mas se destacou com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995, pelo Botafogo, quando mostrou que não é necessária força para roubar a bola dos adversários. Já em 2001, quando o sérvio Petkovic se preparava para cobrar a falta de longa distância, ele se virou para o camisa 10 e disse: "Gringo, essa é sua". A "ajuda" deu certo, o Flamengo marcou, e o Vasco amargou o vice.
Leandro destacou que o desempenho de Maicosuel o tem impressionado e tem feito a diferença na competição. No entanto, ele bate na tecla de que clássico não tem mesmo favorito e prefere adotar a neutralidade quando fala de dois dos maiores clubes de sua carreira vitoriosa no futebol.
"Apesar de o Flamengo ter vencido a Taça Rio, ainda acho o time do Botafogo melhor. O Maicosuel tem jogado demais. Imagino o quanto deve ser difícil marcá-lo. Agora, sinceramente, não consigo ter uma opinião formada sobre quem será o campeão. O pensamento é batido, mas clássico realmente não tem favorito", disse Leandro, que detectou um erro para a vacilada alvinegra no último final de semana.
"Acho que faltou uma pessoa de mais pulso no Botafogo, eles não tentaram, faltou um líder. Em 1995, mesmo com uma equipe rachada por causa de problemas entre o Túlio e o Gottardo, em campo, era o zagueiro quem ditava o ritmo da nossa equipe. Assisti ao jogo no domingo passado e faltou isso ao Botafogo, uma pessoa que desse uma chacoalhada no restante do pessoal. Por outro lado, o Flamengo soube se aproveitar da desorganização do adversário e foi empurrado pela torcida. Mas neste caso específico o que pesa mesmo é a torcida do Flamengo, não em jeito", analisou o ex-volante.
Ao se transferir do Vasco para General Severiano, Leandro disputou apenas um clássico contra o Flamengo com a camisa do Botafogo. Na ocasião, em 1995, o time alvinegro aplicou um baile no rubronegro por 3 a 1, em Fortaleza. Anos depois, na Gávea, o ex-volante enfrentou várias vezes o Alvinegro da Estrela Solitária. E pelo menos para ele, não existe qualquer tipo de diferença em relação ao tratamento do clássico pelos dois clubes.
"É tudo a mesma coisa. Independentemente de onde você jogue, o atleta sempre vai querer vencer. Por isso que digo que não consigo apontar um favorito para domingo. Primeiro, que seria muita injustiça da minha parte, pois, além de títulos importantes, deixei vários amigos. Segundo, acho mesmo que o time do Botafogo é melhor, mas o Flamengo tem mais conjunto", destacou Leandro, que deu a sua versão para a baixa média de público do Alvinegro neste início de ano.
"O torcedor do Botafogo é de uma classe social mais favorável do que a do Flamengo. Eles podem ir ao teatro, viajar, fazer compras e outras coisas. Já o flamenguista junta toda a grana que tem para assistir ao time, pois é a sua única diversão. Mesmo assim, não acho que torcida influencie em campo. Se fosse dessa maneira, o Santos teria batido o Botafogo, em Santos, pelo Brasileiro de 95, e o Flamengo teria vencido facilmente o Santo André, pela Copa do Brasil de 2004", comentou.