20h49 20/03/2005
Erros da arbitragem revoltam Flamengo
Atuação de Edílson Soares no clássico irritou Rubro-Negro. Clube vai entrar com protesto na federação contra o trio. Do Pelé.Net
RIO DE JANEIRO - Duas expulsões, um pênalti não marcado e dois impedimentos mal assinalados que resultariam em gols. Eis a lista de erros capitais que o Flamengo põe na conta do trio de arbitragem do clássico contra o Vasco, neste domingo.
O clima de revolta contra Edmilson Soares da Silva e os assistentes Aristeu Tavares e Hilton Moutinho deu a tônica do vestiário rubro-negro. Irritado, o representante do clube na federação, Walter Oaquim, informou que entrará com uma representação na Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro).
"É um absurdo o que fizeram no Maracanã. Coagiram o nosso time e anularam dois gols legais. Uma atitude totalmente unilateral. Esse é o reflexo do péssimo quadro de árbitros que temos", bradou o dirigente.
Quando o Flamengo vencia a partida por 1 a 0, André Santos entrou pela esquerda, driblou o goleiro, mas teve a jogada equivocadamente interrompida pelo árbitro. Na seqüência, Marcos Denner foi empurrado por Fabiano dentro da área e Edílson Soares ignorou.
"Não é choro, mas a arbitragem influenciou no resultado. Os lances são interpretativos, mas é sempre contra. Expulsou dois aqui e nenhum lá", afirmou o técnico Cuca.
Durante o segundo tempo, quando a partida estava empatada, Fellype Gabriel recebeu livre, driblou Cássio e marcou. Além de, novamente, a jogada ser paralisada por um auxiliar - desta vez Aristeu Tavares -, o goleiro vascaíno agrediu o flamenguista.
"Os dois impedimentos que foram marcados definiriam a partida. Sinceramente, não tem condição. E naquele lance do Fellype, o Cássio o agrediu e não foi expulso. Por quê? Com esses erros que existiram contra nós não podemos ficar felizes", disse o treinador rubro-negro, que ao fim da partida dirigiu-se até Edílson para tirar satisfações.
Envolvido numa polêmica com Romário no fim da partida, o volante Júnior estranhou a atitude do árbitro durante os 90 minutos.
"Sinceramente, eu não entendi o árbitro. Naquele lance com o Romário o árbitro veio falar que me colocaria para fora. É bem estranho. Além disso, as duas expulsões foram um pouco exageradas. O Júnior Baiano não tinha nem cartão e o Adrianinho deu aquela esticada normal. Sem dúvida nenhuma isso nos prejudicou. Não gostei nem um pouco. Mas felizmente passamos por isso tudo", Júnior.
Jejum continua O empate por 2 a 2 contra o Vasco manteve a estiagem de vitórias rubro-negras em clássicos. A última ocorreu há mais de 11 meses, na final do Estadual de 2004, no dia 18 de abril, justamente contra o adversário deste domingo. Dali em diante, em nove partidas disputadas foram cinco empates e quatro derrotas.
Curiosamente, nos três duelos contra os adversários tradicionais em 2005 ocorreram igualdades por 2 a 2.