21h45 07/09/2006
Jovens do Flu vivem clássico diferente
Em meia hora de jogo, quatro jogadores revelados pelo time tricolor tiveram algum destaque contra o Botafogo. Do Pelé.Net
RIO DE JANEIRO - Meia hora contra o Botafogo foram suficientes para decidir a participação de quatro revelações do Fluminense no clássico desta quinta-feira. Osmar, Marcelo, Juliano e Arouca, por motivos diferentes, tiveram uma noite especial.
Atual destaque do time, o lateral-esquerdo Marcelo, 20, iniciou a partida no banco de reservas. O jogador desembarcou no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira, já que estava com a seleção brasileira em Londres.
Devido ao cansaço, o próprio jogador escolheu não iniciar a partida. "Eu pedi para o professor (Antônio Lopes, técnico do Fluminense) para começar no banco, mas, se precisar ajudar, estou pronto para o jogo", disse Marcelo, ainda antes do jogo.
Por sua vez, o atacante Osmar, 19, teve sua primeira chance de iniciar um jogo como titular. Também desde o início da partida e mais rodados, estiveram os meias Juliano e Arouca, ambos de 20 anos.
No entanto, ainda antes dos 20min, a situação de três desses jogadores se alterou. Aos 17min, Juliano, logo após ter recebido um cartão amarelo, acertou uma cotovelada em Diguinho e foi expulso pelo árbitro Wagner Tardelli.
O cartão vermelho, recebido diretamente, revoltou o meia tricolor. "Não vi (o Diguinho), estava de costas. Nunca tomei cartão amarelo na minha vida e vou ser expulso? Nunca agredi ninguém", afirmou Juliano.
Com a expulsão de Juliano, a participação de Osmar como titular do Flu durou pouco. Antes dos 20min, o técnico Antônio Lopes resolveu recompor seu meio-campo, improvisando Marcelo no setor e deixando Tuta isolado no ataque.
Coincidentemente, o time tricolor cresceu de produção, passou a chegar mais ao ataque e evitou que o Botafogo, com um jogador a mais em campo, conseguisse pressionar. Mais que isso, o Fluminense abriu o placar.
Aos 29min, Arouca recebeu de Tuta e chutou forte, cruzado, marcando belo gol, seu quarto como profissional. "Nosso companheiro foi expulso, mas não podíamos abaixar a cabeça, cada um correndo por dois", disse Arouca, elogiando a luta de seu time para conseguir o empate.
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