00h44 23/06/2005
Galo se firma como algoz dos grandes
Campeão da Copa do Brasil eliminou apenas equipes da primeira divisão do Brasileiro para chegar à inédita conquista. MBPress
CAMPINAS - Inquestionável. Esta é a melhor definição para a conquista do título da Copa do Brasil pelo Paulista. Desde a primeira fase, o time de Jundiaí vem derrubando apenas times que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. Bem diferente do Fluminense, que só teve pela frente clubes de pouca tradição no país.
A primeira vítima do Galo da Japi foi o Juventude. Com uma simples vitória por 1 a 0, no Jaime Cintra, a equipe de Vágner Mancini foi ao Sul precisando de apenas um empate para seguir. E foi exatamente o que obteve: placar de 1 a 1 e vaga assegurada.
Em seguida, viria o Botafogo. A iguldade por 1 a 1, em São Paulo, chegou colocar em xeque o futuro do clube no torneio. No Rio de Janeiro, porém, o Tricolor arrancou nova igualdade, desta vez por 2 a 2, e se classificou por causa do número de gols marcados na casa do adversário.
Nas oitavas, o Paulista fez o primeiro jogo longe de Jundiaí e não se deu bem. O time foi derrotado por 1 a 0 pelo Internacional, em Porto Alegre e, na volta, venceu o segundo jogo pela mesma diferença. Nos pênaltis, o árbitro Djalma Beltrami invalidou uma cobrança do Colorado e o clube de São Paulo se classificou por 4 a 2.
Depois disso, foi a vez do Figueirense colocar em risco a campanha do Paulista. Os catarinenses venceram no estádio Orlando Scarpelli por 1 a 0 e foram derrotados pela mesma contagem em Jundiaí. Novamente nos pênaltis, o Galo avançou, desta vez com uma vitória por 3 a 1 e menos tumultuada que a anterior.
Foi contra o Cruzeiro, porém, que o time de Mancini teve seu melhor momento. Com uma atuação de gala, o Galo da Japi fez 3 a 1 e abriu boa vantagem para chegar à inédita decisão. No Mineirão, contudo, a Raposa reagiu.
Até aos 36min do primeiro tempo, com gols de Kelly (1) e Fred (2), os comandados de Levir Culpi estavam com as mãos na classificação frente a um Paulista apático e totalmente diferente daquele do duelo inicial.
Na etapa final, entretanto, usando o exemplo do Liverpool que derrotou o Milan na decisão da Liga dos Campeões após estar perdendo pelos mesmos 3 a 0, o Galo voltou inspirado e, com dois gols de falta do volante Cristian, o time diminuiu a vantagem e ficou com a vaga.
Faltava o título. Depois de uma campanha praticamente perfeita, o Paulista fez o dever de casa e abriu vantagem na decisão com uma vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense. Em São Januário, palco da segunda decisão, um empate por 0 a 0 garantiu ao clube de Jundiaí seu primeiro título desde sua fundação, em 1909.
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