20h03 21/05/2004
Tite e Mário Sérgio na mira do Verdão
Diretor não fala em nomes e diz que buscará o sucessor de Jair Picerni somente a partir da próxima semana. Leandro Laranjeira, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - A escolha do novo comandante do Palmeiras está condicionada, em partes, ao resultado que a equipe obtiver no clássico contra o Santos, domingo, na Vila Belmiro. Até lá, a equipe encara o rival paulista sob o comando interino de Wilson Coimbra, o Macarrão, técnico do Palmeiras B.
Segundo o diretor de futebol de clube, Mário Giannini, a partir da próxima semana é que o Palmeiras começará a escolher um nome para a vaga de Jair Picerni. "Há tempo para decidirmos. Não temos compromisso na quarta-feira mesmo", disse.
O dirigente disse, porém, ser difícil escolher o perfil de um técnico para o Palmeiras neste momento. "Não há um critério determinado para a escolha (do treinador). Hoje, quase todos estão empregados e seria antiético de nossa parte comentar qualquer coisa agora", afirmou.
Questionado a respeito de Tite e de Mário Sérgio, ambos desempregados desde suas saídas de São Caetano e Atlético-PR, respectivamente, Giannini disse que são "apenas nomes".
"Ainda não conversamos (ele e demais diretores do clube) a respeito de um nome em específico. Mas nada será decidido por mim ou pelo presidente (Mustafá Contursi), mas sim por todos os dirigentes, em conjunto. Até agora, não há favoritos. Especular nomes neste momento é normal em um time como o Palmeiras, principalmente deles, que estão desempregados", afirmou.
Giannini também não descrtou a possibilidade de o interino Wilson Coimbra assumir em definitivo a equipe. "Hoje, ele é o técnico. É claro que temos uma expectativa (quanto ao desempenho do interino no clássico diante do Santos). Não descartamos a possibilidade dele assumir o time futuramente. O Wilson é uma pessoa valorosa, que conhece o elenco, e na qual confiamos. É a mais indicada para esse momento", elogiou.
Apesar de Giannini despistar quanto a um possível favorito, o nome que começa a ganhar força na Academia é o de Tite. Entretanto, o treinador já foi o "preferido" de São Paulo, na época da saída de Oswaldo de Oliveira, e do Corinthians, para o lugar de Geninho. Em nenhuma das oportunidades, porém, ele assumiu uma das equipes.
Saída amigável O diretor de futebol do clube afirmou em entrevista nesta sexta-feira, na Academia de Futebol, que a saída de Jair Picerni foi tranqüila. "Ele não foi demitido. O Jair teve o bom senso de analisar os fatos e ver que os objetivos não foram atingidos. Tudo foi feito de maneira harmoniosa", disse.
Para Giannini, a derrota complicou a situação de Picerni no comando do time porque foi a segunda eliminação inesperada no ano. "Perdemos duas partidas que julgávamos de fácil passagem para a disputa do título. Primeiramente, com o Paulista, pelo Campeonato Paulista, e agora, com o Santos André, na Copa do Brasil."