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Leão: chateado
14h53 21/04/2006

Leão lamenta perda do 'mestre' Telê

Ex-goleiro e atual treinador do Palmeiras não esconde a mágoa por não ter sido convocado por Telê em 82, mas diz que relação entre os dois era de respeito.

Evandro César Lopes, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - O técnico do Palmeiras, Emerson Leão, lamentou a morte do ex-treinador da seleção brasileira Telê Santana, que morreu nesta sexta-feira, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, vítima de uma infecção abdominal. Leão, que considera uma de suas maiores decepções na carreia o fato de não ter sido convocado para o Mundial de 82 - quando a seleção também era dirigida por Telê - disse que tinha um relacionamento de respeito com o "mestre".

"Independentemente dos problemas que tive com ele, que me convocou para uma Copa, mas me deixou de fora em outra, nosso relacionamento era de respeito. Certo ou errado o fato era que eu sempre respeitava suas decisões. O Telê era um homem que confiava muito em seus atletas, sua morte é uma grande perda no aspecto esportivo", comentou Leão.

Telê Santana e Emerson Leão também tiveram passagens como técnicos do São Paulo. A personalidade dos dois era considerada muito parecida por funcionários e dirigentes do clube do Morumbi. "No São Paulo eu me preocupava muito com aspectos como gramado, chuveiro, sem esquecer dos jogadores. As pessoas me diziam que o comportamento dele era muito parecido", disse Leão.

Segundo o palmeirense, a morte do "mestre", como era apelidado, causa sofrimento, mas também uma espécie de descanso aos familiares. "Ele passou por muitos problemas de saúde em um curto espaço de tempo. É um descanso para ele e também para seus familiares", completou o treinador alviverde, antes de embarcar para a cidade de Florianópolis, onde o Palmeiras enfrenta o Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro.

Telê também já dirigiu o Palmeiras. E foi o seu desempenho pela equipe em 1979, quando perdeu o Paulistão para o Corinthians e chegou às semifinais do Brasileirão com uma campanha marcada por uma goleada por 4 x 1 diante do Flamengo de Zico e cia. no Maracanã, que o levou pela primeira vez à seleção brasileira, no ano seguinte.

Já em 1990, foi demitido após perder a vaga na final do Estadual para o Novorizontino, então comandado por Nelsinho Baptista. Após a passagem pelo Verdão, o treinador se consagrou no São Paulo, quando conquistou o bicampeonato mundial.

Em 1996, o ex-treinador chegou a ser apresentado como diretor técnico da equipe do Parque Antarctica. Em uma época de títulos e glórias para o Verdão, que havia conquistado o bicampeonato brasileiro, em 93 e 94 e o Estadual em 96 com um time que marcou mais de 100 gols na competição, Santana não chegou a assumir o cargo justamente por problemas de saúde.


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