Quarta - 01/11

Brasileiro

21h45 - Fortaleza x Corinthians


13h41 24/10/2006

Leão evita choque, mas alfineta Vilar

Técnico exalta diretoria de seu ex-clube, mas provoca atual técnico do Palmeiras e põe em dúvida valor de jovens revelados após sua saída.

Danilo Valentini, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - As declarações dos jogadores do Palmeiras, relembrando de forma amarga a forma como o ex-técnico Emerson Leão tratava seu elenco "nota 5", não foram suficientes para o atual comandante do Corinthians lançar discurso contundente contra a equipe que dirigiu até abril e que será sua adversária nesta quarta, às 22h, no Morumbi.

Leão evitou um choque com Marcelo Vilar, do Palmeiras, e que, indiretamente, criticou a preparação física que a comissão técnica chefiada pelo seu antecessor havia preparado para a equipe. O técnico do Corinthians, porém, não perdeu a oportunidade de reclamar das perguntas sobre como será seu encontro com Vilar.

"Aqui no Corinthians não tem pergunta que não venha carregada de maldade", afirmmou o técnico, que na seqüência, aliviou: "Não tenho amizade (com Vilar), mas não irei me furtar se acontecer", prosseguiu o técnico, adotando postura oposta à manifestada com Vanderlei Luxemburgo, técnico do Santos com quem mantém uma guerra verbal constante.

Leão, porém, negou que tenha culpa por não ter aproveitado jogadores que hoje são titulares do Palmeiras, como os volantes Wendel e Francis. O técnico se defendeu afirmando que "os dois não estavam comigo". A verdade, entretanto, é que logo após a saída do técnico, os dois jogadores passaram a ser utilizados por Vilar, que escalou Wendel, inclusive, na sua primeira partida como técnico, contra o São Paulo -1 x 1-, pela Libertadores.

O técnico do Corinthians, inclusive, minimizou a importância que os jogadores revelados pela categoria de base tiveram no trabalho de Marcelo Vilar. "Ninguém precisa se vangloriar quando lança alguém, é nossa obrigação", provocou Leão.

O hoje técnico corintiano, que já havia ironizado Vilar quando cunhou a frase que dizia que "pato novo nada em lago rasa para não se afogar", decidiu na véspera do confronto descartar fazer críticas ásperas ao clube que dirigiu entre julho de 2005 e abril de 2006, quando acumulou uma classificação para a Libertadores, uma campanha decepcionante no último Paulistão e um terrível começo de Brasileirão, coroado com uma derrota por 6 a 1 para o Figueirense.

"Até esqueci desse jogo", ironizou Leão, que avalia aquela derrota em Florianópolis como apenas uma das razões de sua queda. "Não sai por causa dela, mas também por ela", justifica o técnico, que fez questão de lembrar que, na sua estréia pelo Palmeiras, em 2005, havia conquistado uma vitória por 4 a 2 justamente ante o Figueirense. "Isso vocês (jornalistas) não lembram".

Leão fez questão de exaltar a passagem do Palmeiras para a última edição da Libertadores e, principalmente, o relacionamento que manteve com os principais dirigentes do clube: o diretor de futebol, Salvador Hugo Palaia, e o presidente, Afonso della Monica.

"O mesmo excelente relacionamento que tinha com o diretor e o presidente do palmeiras é o que tenho com o presidente (Alberto Dualib) e o diretor (Edvar Simões) do Corinthians", destacou o técnico.


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