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08h10 29/07/2008
Descansando, Pedro Rocha critica qualidade do atual futebol brasileiro
Ex-meia uruguaio, um dos maiores da história do São Paulo, acha que times estão se importando muito mais com parte física que com a habilidade
Jorge Corrêa, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - Aos 64 anos, Pedro Rocha - uruguaio de nascimento, mas brasileiro de coração - faz o que a maioria das pessoas de sua idade fazem (ou gostariam de fazer): descansa depois de ter passado a maior parte de sua vida se dedicando ao seu trabalho.
| FEITOS DE PEDRO ROCHA COMO JOGADOR DE FUTEBOL |
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| Artilheiro do Campeonato Uruguaio de 1963 com 18 gols pelo Peñarol |
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| Artilheiro do Campeonato Uruguaio de 1965 com 15 gols pelo Peñarol |
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| Artilheiro do Campeonato Uruguaio de 1968 com oito gols pelo Peñarol |
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| Artilheiro do Campeonato Paulista de 1972 com 17 gols pelo São Paulo |
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| Prêmio Bola de Prata da revista "Placar" em 1973 pelo São Paulo |
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| Artilheiro da Copa Libertadores de 1974 com sete gols pelo São Paulo |
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Considerado um dos maiores meias de todos os tempos do clube, chegou ao São Paulo em agosto de 1970, comprado do Peñarol do Uruguai. Já havia jogado as Copas do Mundo de 1962, 1966 e 1970 pela seleção uruguaia (jogaria ainda a de 1974).
Mais que isso, já tinha vencido dois Mundiais Interclubes (1961 e 1966) e três Copas Libertadores (1960, 1961 e 1966), além de sete Campeonatos Uruguaios pelo Peñarol. Já era internacionalmente famoso antes de ser bicampeão paulista pelo São Paulo.
Conhecido por sua elegância e seu fino trato com a bola, Pedro Rocha não está feliz com que está vendo desfilar pelos gramados brasileiros. Para ele, a parte física está sendo muito mais trabalhada. "Hoje em dia é muita correria e pouca habilidade. O jogador está perdendo essa coisa do futebol brasileiro."
De acordo com o 'Almanaque do São Paulo', o ex-meia atuou em 390 partidas, sendo 198 vitórias, 125 empates, 67 derrotas. Além disso, é o 11º maior artilheiro da história do clube, tendo marcado 119 gols com a camisa tricolor, tendo sido também artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1972, o segundo da história.
Mas não é do clube onde mais se destacou no Brasil que ele aponta o principal jogador do País na atualidade, ou pelo menos o que tenta manter viva essa histórica habilidade brasileira. "Para mim, o Thiago Neves (do Fluminense) é o que melhor trabalha com a bola nos pés. É um grande jogador que gosto de ver."
Admirador do futebol, Pedro Rocha agora aproveita sua aposentadoria, depois de ter encerrado sua carreira como técnico de futebol em 2005. Ele diz que ainda tenta ir aos estádios, mas cada vez mais está assistindo aos jogos pela televisão. "Gosto de campos como o da Portuguesa e do Nacional, que ficamos perto do gramado", explicou.
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Hoje em dia é muita correria e pouca habilidade. O jogador está perdendo essa coisa do futebol brasileiro
Para mim, o Thiago Neves é o que melhor trabalha com a bola nos pés. É um grande jogador que gosto de ver
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Pedro Virgílio Rocha Franchetti
03/12/1943
Montevidéu-URU
Times
- Peñarol: 1960 - 1970
- São Paulo: 1971 - 1977
- Coritiba: 1978
- Toros Neza: 1979
- Palmeiras: 1979
Títulos
- Uruguaio - Peñarol (1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967 e 1968)
- Libertadores - Peñarol (1960, 1961 e 1966)
- Mundial Interclubes - Peñarol (1961 e 1966)
- Paulista - São Paulo (1971 e 1975)
- Paranaense - Coritiba (1978)
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