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11h10 07/05/2007

Reserva também pode tornar jogadores famosos

Rejeitado por muitos, banco de reserva pode ser produtivo para alguns, que entraram para a história como 12° jogadores.

Leonardo Velasco, especial para o Pelé.Net *
RIO DE JANEIRO - Ser reserva nem sempre é um problema. Alguns jogadores foram eternizados no futebol justamente por estarem sempre no banco, tornando-se inclusive talismãs para os técnicos e torcedores mais supersticiosos.
O caso mais clássico é o do meia Tupãzinho, que começou sua carreira no São Bento, teve passagens por Fluminense e América-MG, mas ficou marcado realmente no Corinthians, onde ficou oito anos.
O jogador ganhou realmente o apelido de talismã, já que costumava começar os jogos no banco de reservas e aumentar o rendimento do time quando entrava. Na equipe do Parque São Jorge, conquistou inclusive o Brasileiro de 1990 e a Copa do Brasil e o Paulista de 1995.
Pedro Francisco Garcia, ou Tupãzinho, não foi o único 12° jogador famoso que o clube teve. Claudinei Alexandre Pires, o atacante Dinei, também teve passagem parecida pelo Corinthians. Também como opção no banco de reservas, o jogador conquistou muitos títulos, como os Brasileiros de 1990, 1998 e 1999 e o Mundial de Clubes de 2000.
No Rio de Janeiro, um jogador reserva a ter participação decisiva na conquista de um Campeonato Brasileiro foi o meia Iranildo. Defendendo o Botafogo em 1995, o jogador ficou muitas vezes no banco, mas mesmo assim ganhou um prêmio de revelação da competição. Seu início no Flamengo, no ano seguinte, foi parecido, mas aos poucos o atleta conquistou um lugar entre os titulares até sua saída da Gávea, em 2000.
Também com passagens pela equipe rubro-negra, o goleiro Roger se tornou conhecido como um camisa 12. Prata-da-casa, ele nunca foi valorizado pelo Flamengo, servindo apenas como uma espécie de quebra-galhos.
Mas a carreira de reserva do jogador não pára por aí. Durante oito anos (1997 a 1999 e 2001 a 2005), o goleiro era a sombra de Rogério Ceni no São Paulo. Em 2006, Roger se transferiu para o Santos, mas acabou no banco de Fabio Costa.
Roger atuou apenas duas vezes em quase um ano e meio no clube litorâneo. Em 32 jogos realizados nesta temporada, entre Paulistão e Libertadores, o reserva esteve presente apenas na vitória sobre o Juventus, por 2 a 0. Nos demais jogos, Fábio Costa atuou os 90 minutos. Para o titular, a sombra do camisa 12 faz com que ele descarte o rodízio no gol.
"Eu costumo dizer para todos: eu sou 'fominha' mesmo e não gosto de ser poupado. Eu não posso dar brecha, já que o Santos tem dois excelentes goleiros, que são o Roger e o Felipe. Se eu bobear, eu perco a vaga. É por isso que estou em todas", disse Fabio Costa.
No segundo semestre do ano passado, Fábio Costa se afastou da meta santista devido a problemas físico e disciplinar. Roger, porém, não assumiu a posição. O goleiro havia se lesionado nas costas e cedeu a vaga ao jovem Felipe, que defendeu o Santos em 11 partidas em 2006.
Enquanto alguns se revoltam em não ser titular, outros abraçam a idéia de ficar no banco. Atuando pelo Fluminense em 2005, o atacante Rodrigo Tiuí chegou a dizer que preferia entrar no segundo tempo a começar o jogo.
"Entrar durante a partida é mais fácil e eu dou sorte", afirmou Rodrigo Tiuí, que acabou irritando o técnico Abel Braga, técnico do Flu na época, com esta declaração.
* Colaborou Bruno Thadeu UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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