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09h01 26/09/2007

Leão e Dorival não se esquecem da 1ª vez como técnicos

Em estágios diferentes em suas carreiras, treinadores de Galo e Raposa têm boas lembranças da época em que deram os passos iniciais.

Luiza Oliveira, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - A primeira derrota, o primeiro título e o primeiro grande desafio ficam marcados na memória dos treinadores. Os atuais técnicos de Cruzeiro e Atlético, Dorival Júnior e Emerson Leão, mesmo em estágios diferentes da carreira, guardam apenas boas lembranças da experiência inicial como comandantes e têm uma característica comum: ambos obtiveram sucesso logo na primeira empreitada.
Em 1987, o então goleiro Emerson Leão, hoje treinador consagrado, pendurou as luvas e saiu das quatro linhas direto para a beira do gramado comandar o Sport-PE, último clube em que atuou como jogador. Já Dorival Júnior, que ainda busca seu espaço na galeria dos técnicos do chamado primeiro time, até quatro anos atrás era gerente de futebol do Figueirense e nunca havia estado na boca do túnel, quando, em 2003, foi convidado a dirigir a equipe. Ambos aceitaram o desafio de assumir equipes profissionais de porte médio, sem passar pelas categorias de base ou mesmo por times menores. Com Leão a situação foi ainda mais inusitada. "Era jogador de futebol, tinha contrato até o fim do ano, perdemos um jogo e como sempre estoura no treinador, ele saiu e pediram que eu assumisse. Não estava preparado, nem querendo, mas me pediram e naquela hora achei que podia acontecer. Falei que pararia de jogar naquele momento como parei", recordou.
Naquele mesmo ano, Leão deu ao Sport o maior título da história do clube, já que é reconhecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como o campeão brasileiro de 1987. Dorival Júnior não deixou por menos e sagrou-se campeão catarinense em 2004. Em seu primeiro ano à frente do Figueirense, ele ainda levou a equipe à Copa Sul-Americana.
"A cobrança é maior, a exigência é muito grande, cria-se aquela desconfiança geral, 'será que vai ser, será que vai vingar? Ele conhece, não conhece?' Os primeiros resultados negativos logicamente comprometem porque cria-se uma indefinição", comentou Dorival, que recorda não apenas dos seus próprios conflitos do início da carreira, mas da insegurança dos que o contrataram.
Hoje, no comando de dois dos maiores clubes do país, os técnicos sabem como foi importante ganhar a primeira oportunidade quando ainda eram uma incógnita. "Guardo um carinho especial, primeiro porque acreditaram em mim, foi o clube que me deu a oportunidade. Não passei por equipes de base e de repente já tive a chance na equipe principal. Jamais vou esquecer desse fato. E foi um trabalho longo, do tipo que eu gosto", avaliou o cruzeirense.
"Eu guardo a gratidão porque foi no Sport que eu encerrei uma carreira e comecei outra. Tenho certeza que foi ótimo porque estou há 20 anos nessa experiência e fiz dela a minha trajetória profissional. Mas como eu estava há 24 anos como jogador, acho que me ensinaram muito e eu procurei ser um bom aluno", afirmou Leão.
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