09h03 04/10/2007

Exceção à regra para o Galo foi título da Série B

Time atleticano se deu bem no campeonato por pontos corridos, na segunda divisão, mas não encaixa na elite do Brasileirão.

Luiza Oliveira, em Belo Horizonte

BELO HORIZONTE - Como toda regra tem sua exceção, a tradição de não alcançar grandes resultados em campeonatos no sistema de pontos corridos não se fez valer uma vez para o Atlético. O título da Série B, conquistado com toda pompa e mérito ano passado, foi na fórmula de disputa em que o Galo não se encaixou na 1ª divisão e de novo vem passando dificuldades este ano.

Em 2006, depois de um início de campanha ruim na segunda divisão, o alvinegro se recuperou e mostrou ter apreendido o que é primordial numa competição sem fases eliminatórias: a regularidade. O time levantou a taça com 71 pontos na tabela, sete a mais que o Sport, o segundo colocado.

Mais uma vez o planejamento mostrou-se imprescindível nos pontos corridos e, dessa vez, contou a favor do clube mineiro. Com uma estrutura diferenciada em relação às equipes da Série B, o Atlético superou os adversários de menor tradição.

Mesmo ocupar o título na ocasião, o diretor de futebol do clube, Beto Arantes, destaca a qualidade do elenco. "A nossa estrutura os outros não tinham e faltavam a eles peças de reposição para chegar até o final. Com o decorrer do Campeonato você tem jogadores suspensos e lesionados. O Atlético tinha uma boa equipe, peças de reposição e o planejamento deu certo para ser campeão", comentou o dirigente.

O início foi turbulento, mas o alvinegro conseguiu dar a volta por cima. O Atlético chegou a ocupar a 14ª posição na tabela na 12ª rodada, ao perder para o Avaí, por 2 a 0, em Florianópolis, mas depois deu uma arrancada e conquistou 17 vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas até o final. Assim, terminou a competição com 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, um aproveitamento de 62, 28%.

O atacante Marinho acredita que o maior trunfo foi a equipe conseguir se encaixar. "Pontos corridos premia o clube que mais se organizou. Apesar de não termos começado bem, nos recuperamos a tempo e alcançamos a regularidade necessária para um torneio desse tipo. O time se encaixou no decorrer da competição e ninguém segurou mais", comentou.

Apesar de em 2007 a equipe não repetir o bom momento no Brasileiro, Marinho aprova a fórmula de disputa sem fases eliminatórias. "No mata-mata às vezes você pega uma equipe bem montada, mas que não está feliz numa noite e acaba vencendo. Agora no Campeonato Brasileiro tem que ter esse equilíbrio e jogadores de reposição capazes de substituir aqueles que estão jogando", afirmou.

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