09h01 21/02/2008

Galo desafia mau retrospecto para sonhar na Copa BR

Atlético-MG, que fará sua estréia contra o Palmas, na semana que vem, nunca chegou nem mesmo à final dessa competição nacional.

Luiza Oliveira, do Pelé.Net

BELO HORIZONTE - No ano do centenário do Atlético-MG o que a torcida mais espera são títulos. Principalmente se for o da Copa do Brasil que vale vaga para a Libertadores do ano seguinte. Mas, para chegar lá, o Galo terá que superar um trauma antigo de nunca ter conseguido chegar sequer à final da segunda competição mais importante do país.

MARQUES RECORDA PESADELO
UOL Esporte
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Marques diz que eliminação para o Brasiliense, em 2002 foi difícil de assimilar
O atacante Marques, que somando as três passagens já defendeu o alvinegro por seis anos e meio e disputou 335 jogos, não guarda boas lembranças da Copa do Brasil. Marques estava em campo nas duas eliminações para São Paulo e Brasiliense. Ele aponta os erros cometidos e afirma que até hoje sofre com isso.
"Com o Brasiliense foi difícil assimilar porque o Atlético era franco favorito. Até hoje tenho pesadelo. Na época também estávamos na semifinal da Copa Sul-Minas, contra o Cruzeiro. Como que você vai poupar jogador contra o Cruzeiro? Lembro que três ou dois jogadores se machucaram e não puderam jogar. Quando chega em duas competições importantes assim você precisa saber priorizar alguma delas", analisou.
Assim, para mudar a historia, ele acredita que é preciso ser mais confiante. "No mata-mata a gente tem que se valer muito do fator campo, jogando no Mineirão, porque é sempre muito difícil o Atlético ser batido. É entrar com espírito de que realmente é possível ganhar, com coragem, mesmo jogando fora de casa", afirmou.
OBSTÁCULOS SÃO VARIADOS
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Em todos os anos a expectativa depositada pela torcida atleticana é grande já que existe o clichê de que a Copa do Brasil é o "caminho mais curto para a Libertadores". Para o Atlético-MG a máxima ainda não se concretizou e, em 2008, a cobrança é ainda maior porque esse título é considerado a comemoração perfeita para um ano de festas.

Além disso, o gostinho de "quase" que ficou no ano passado, quando foi eliminado pelo Botafogo, ainda não saiu da cabeça de jogadores, dirigentes e torcedores. Na ocasião, o Galo saiu da disputa nas quartas-de-final. O time perdia por 2 a 1, no Maracanã, quando, já nos acréscimos, o zagueiro Alex fez pênalti em Tchô, não marcado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon, que depois reconheceu o seu erro. O empate daria a vaga na semifinal aos mineiros.

A caminhada rumo ao inédito título, que o rival Cruzeiro já soma quatro em sua história, começa na próxima quarta-feira, contra o desconhecido Palmas, do Tocantins. Poderia parecer simples bater um time sem tradição no cenário nacional, mas a história mostra o contrário, já que por diversas vezes foram equipes de menor expressão que tiraram o sonho do primeiro campeão brasileiro de levantar a taça.

De fato, os números do alvinegro na competição não são de entusiasmar a torcida. O mais longe que chegou foi nas semifinais, o que aconteceu duas vezes. A primeira em 2000, quando foi batido pelo São Paulo e a última em 2002, eliminado pelo surpreendente Brasiliense.

O time do Distrito Federal não foi o único "azarão" na vida atleticana na Copa do Brasil. Em outros quatro anos, o Galo também foi eliminado por equipes consideradas pequenas como Criciúma, em 1991 e 1992, Santo André, em 2004, e Ceará, em 2005. Das vezes em que não chegou às semifinais, em oito delas foi parado nas quartas-de-final, outras cinco nas oitavas e até na segunda fase por três vezes. Mas nunca chegou à final.

O presidente do clube Ziza Valadares reconhece a má trajetória e este ano quer reverter o quadro. "Ano passado podemos responsabilizar o senhor Simon que até fez a mea culpa. Fora isso, de fato não podemos nos mirar na trajetória passada, ela não deve ser olhada", disse. "O problema é que a mesma vontade que nós temos os outros clubes também têm e os pequenos às vezes atropelam. Por ser um negócio muito curto, eles conseguem aparecer durante a Copa do Brasil", acrescentou.

De acordo com o capitão Marcos, para se dar bem na Copa do Brasil é preciso jogar com o regulamento na mão. Marcos lembra que, embora este ano seja "cheio de expectativas", todo ano é quase a mesma coisa. "É o caminho mais curto. Temos que encarar isso como não sendo uma pressão, para entrarmos em campo com tranqüilidade", ressaltou.



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