09h01 21/03/2008

Adilson Batista apregoa a "escola mineira" de jogar futebol

Treinador destaca o estilo ofensivo e técnico dos mineiros, do qual é admirador, mas defende a importância da marcação forte dos gaúchos.

Luiza Oliveira, do Pelé.Net

BELO HORIZONTE - Paranaense de nascimento e conhecedor do futebol gaúcho, marcado pela forte pegada, o técnico Adilson Batista costuma citar, em entrevistas para analisar atuações do Cruzeiro, sobre a existência de uma "escola mineira", que carrega um estilo ofensivo e se caracteriza por equipes competitivas.

"É uma escola de jogadores leves, de mobilidade, habilidade, de porte um pouco mais baixo, mais versáteis, usa dois meias e dois volantes, uma linha de quatro, não joga com três zagueiros, não é truncado", afirmou o treinador, que faz boa campanha à frente do Cruzeiro e tem conseguido, pelo menos até o momento, minimizar as desconfianças sobre seu trabalho.

Luiza Oliveira/UOL Esporte
Luiza Oliveira/UOL Esporte
Adilson Batista diz que a "escola mineira" é formada por jogadores leves e habilidosos
Divulgação/Cruzeiro
Divulgação/Cruzeiro
Jovem meia Wagner acredita que o futebol mineiro consegue reunir técnica e raça
Bruno Cantini/site oficial do Atlético-MG
Bruno Cantini/site oficial do Atlético-MG
Atacante Marinho vê diferença evidente entre estilo de jogar de mineiros e gaúchos
LEIA MAIS NOTÍCIAS DO CRUZEIRO
LEIA MAIS NOTÍCIAS DO ATLÉTICO-MG
Adilson Batista acredita que a "escola mineira" está presente na história dos dois grandes de Minas Gerais, Cruzeiro e Atlético, clubes pelos quais atuou como atleta. O ex-zagueiro, que já defendeu a dupla gaúcha Grêmio e Internacional, disse que o estilo do futebol mineiro sempre foi acompanhado de grandes jogadores.

"A escola mineira é isso que coloquei, de equipes competitivas, equipes que chegam. O Cruzeiro tem um retrospecto muito bom, tanto internacionalmente quanto nacionalmente, o próprio Atlético sempre chega nas competições nacionais, sempre está entre os quatro, então é uma escola que a gente sempre viu grandes jogadores, e por isso sempre gostei", disse.

O fato de ser admirador dessa escola não leva Adilson Batista a considerar o estilo mineiro superior. O treinador defende a importância do futebol gaúcho, conhecido pela forte marcação, e prega que o ideal seria mesclar as duas características numa só equipe.

"A gente tem que se adaptar. São duas escolas bonitas, eu prefiro um futebol mais jogado, mas você não pode abdicar do aspecto competitivo, você tem que se adequar, você pode, no Grêmio, fazer uma equipe que jogue como o Cruzeiro, mas que marque como o Grêmio", observou.

Técnica e raça

Os jogadores dos dois maiores clubes de Minas Gerais têm pensamentos semelhantes quanto se trata de futebol mineiro. Revelado no América-MG, meia Wagner, de 23 anos, que defende o Cruzeiro desde 2004, acredita que, historicamente, aponta uma mistura de técnica e raça.

"O futebol mineiro, devido ao passado que tem e aos jogadores que já chegaram à seleção e que fizeram história, acho que mistura um pouco a técnica com a raça. Muitos atletas são apurados na técnica, outros são mais cheios de vontade, de raça", analisou.

O atacante Marinho, que chegou ao Atlético em 2006, disse que a diferença entre as escolas mineira e gaúcha é evidente. "O Campeonato Gaúcho é muito pegado, de muita força, muitos carrinhos, muitos cartões, e o juiz acaba deixando as jogadas seguirem mais. Eu vejo um Campeonato Mineiro mais disputado e técnico, mais ofensivo, as equipes procuram a todo o momento fazer os gols", disse.

Profundo conhecedor do futebol mineiro, o técnico Procópio Cardoso, que foi jogador de Cruzeiro e Atlético nas décadas de 1960 e 1970, além de treinar os dois rivais, não vê com clareza a diferença entre as duas escolas, mineira e gaúcha. Para o treinador, que já trabalhou também no Grêmio e Internacional, o estilo de jogar depende muito das características dos atletas que se tem em mãos.

"Depende dos jogadores, do estilo de comando. O Rio Grande do Sul fica perto da Argentina e Uruguai, e sempre batem nessa tecla de ser pegado. Até o clima é diferente, o estilo de jogo, assim como sotaque, a comida", ressaltou.

"Mas a escola mineira não é diferente de nenhuma, tem que ter bons jogadores. Joguei no Cruzeiro em 60, que era um time totalmente ofensivo pelas características dos jogadores. O Atlético sempre foi famoso por ser mais aguerrido, ter uma torcida mais quente, tradição da raça. Eu prefiro um futebol mais técnico, vistoso, ofensivo, rápido", acrescentou Procópio.



13/08/2009

Com estrelas dos anos 90, showbol tenta criar Copa do Mundo

16/06/2009

Novatas, sereias Ketlen e Thaís "desbancam" Neymar e Ganso

20/05/2009

Torcedor, Lugano sofre com desfalques do São Paulo e descarta retorno

15/05/2009

Neymar controla fama e segue fé evangélica de Kaká

23/04/2009

Inter aproveita grande fase dentro de campo para aumentar receita

22/04/2009

Cuenca aposta em artilheiro brasileiro para encerrar 100% do Boca

22/04/2009

"Cigano", Rodrigo Teixeira curte brilho tardio na Libertadores

13/04/2009

"Bonde" são-paulino volta do Paraná com futuro indefinido

10/04/2009

Argentinos da dupla Gre-Nal vivem momentos opostos em suas equipes

09/04/2009

Santistas repetem "receita" de Ronaldo, emagrecem e ressurgem


© Copyright Zipsports Ltda. Todos os direitos reservados

Shopping UOL